sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A história da Ana

Olá, pessoal!
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Hoje é a inauguração do que eu espero ser uma série de posts que trarão as histórias de cura das meninas com as quais me correspondo! Todas as que me contam que conseguiram vencer o vaginismo são convidadas a vir aqui e contar um pouco como foi a sua história. Assim, eu espero incentivar as que ainda não conseguiram a continuar lutando e mostrar pra vcs que existem muitas formas de se curar...
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Bom, vamos lá, essa aqui é a história da Ana:
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"Sempre tive uma educação muito conservadora com relação ao sexo. Virgindade era uma coisa muito importante e deveria ser mantida até o casamento.

Mas com o passar do tempo percebi que isso não era tão significante para mim como era para os meus pais. Dessa forma, com 22 anos tive meu primeiro namorado mais sério e as oportunidades de uma relação mais íntima apareceram. Tivemos algumas tentativas e a penetração parecia impossível... mas acreditava que por ser virgem era assim mesmo. Infelizmente meu namorado não pensou assim e terminou comigo 5 meses depois, falando que estava muito frustrado, que não poderia viver sem sexo. Fiquei muito triste, mas achava que no final não deu certo por falta de vontade e insistência dele. Pensava: vai dar certo com o próximo.

Meses depois conheci o Renato, meu último namorado. Ele era muito apaixonado por mim e sabia que com ele daria super certo. Mera ilusão... Tentamos várias vezes no início do namoro e nada.... O sexo começou a se tornar uma coisa horrível para mim!! Todas as vezes que o Renato tentava eu ficava apavorada, porque já sabia onde aquilo iria dar!! Brigamos milhões de vezes... Ele era impaciente, queria muito. Ele tentava ser compreensivo, mas via que ele estava no limite já. Namoramos nessa situação durante 3 anos até que recebi uma proposta de emprego para mudar de país.

Fiquei super feliz porque sempre quis ter essa experiência internacional. Mas também foi uma forma de eu fugir do problema que eu ainda não sabia que era o VAGINISMO.

Ficamos separados durante 9 meses, ele no Brasil e eu trabalhando nos Estados Unidos. Não foi fácil levar o relacionamento à distância, começaram as desconfianças, brigas e aquele encantamento que tínhamos no início foi acabando. Pra tentar salvar a relação, ele decidiu ir para os Estados Unidos e ficar comigo 6 meses, estudando inglês e passeando. E foi a pior coisa que aconteceu....

A distância esfriou muito nosso namoro e assim que ele chegou percebi que tínhamos até perdido o desejo um pelo outro. Mas ainda assim achei que valia a pena tentar, ele era meu melhor amigo e realmente achava que ainda o amava. Conversamos profundamente sobre nosso relacionamento e cheguei à conclusão que o sexo era super importante e precisava resolver esse problema, não dava mais para adiar. Lembro que pensava: "agora que eu resolvi , eu vou conseguir!!!" Como se fosse a coisa mais simples e fácil do mundo... Nem imaginava que poderia ser um bloqueio psicológico. E foi péssimo, comecei a tentar a penetração a qualquer custo e todas as vezes era uma grande decepção. Chorava, sofria, não conseguia dormir, até o ponto de começar a atrapalhar o meu desempenho no trabalho. Foi quando eu tomei a decisão de procurar ajuda. Contei tudo o que estava acontecendo a minha melhor amiga e ela me sugeriu procurar um terapeuta, porque tinha certeza que era algo psicológico. Por trabalhar há muitos anos na área médica, sabia da existência do vaginismo, mas demorou muito tempo para eu admitir a mim mesma que tinha esse problema.

Resolvi então procurar um especialista em hipnose, fiz isso porque uma colega de trabalho havia feito um curso sobre os grandes benefícios da hipnoterapia e achei que poderia ajudar. Ao mesmo tempo, procurando mais detalhes do vaginismo na internet, encontrei o site da Dani e mandei um e-mail. Na mesma hora ela me respondeu e me deu muitas dicas. Uma delas foi comprar os dilatadores. Meu namorado iria voltar ao Brasil em 1 mês e eu estava decidida que iria resolver tudo isso antes de ele ir embora.

Marquei minha consulta com uma hipnoterapeuta super famosa aqui nos Estados Unidos e por e-mail expliquei sobre o vaginismo e ela disse que com certeza poderia me ajudar. A sessão de hipnose foi fantástica, no mesmo dia me senti leve, positiva, como se tudo fosse se resolver. Minha terapeuta me explicou que todos esses sentimentos que nos bloqueiam a fazer certas atividades, como viajar de avião, usar elevador, ter medo de escuro e mesmo o vaginismo, não nascem conosco. Devido a algumas frustrações ou situações negativas que passamos, criamos um bloqueio com relação a determinadas atividades. Meu bloqueio aconteceu por meus pais sempre me falarem que sexo era uma coisa proibida antes do casamento, que as mulheres que o antecipavam eram pervertidas, as piores do mundo.

Depois de duas sessões de hipnose, me sentia extremamente confiante. Praticava todos os dias com os dilatadores até eu me sentir confortável com o maior deles. Conversava sempre com a Dani, ela me tirava dúvidas, me dava apoio e me incentivava. Após 16 dias da minha primeira sessão de hipnose, resolvi tentar a penetração. Primeiro coloquei o dilatador maior e depois o pênis do meu namorado! E tudo foi perfeito!!! Consegui finalmente!!! Lembro como se fosse hoje eu chorando porque tinha atingido meu objetivo, a coisa mais difícil que já tinha feito na vida! Foi ótimo! Animei-me tanto que praticava com meu namorado todos os dias. No início ainda era uma coisa mecânica, mas depois comecei a sentir prazer de verdade.

Dias depois ele voltou para o Brasil e decidimos colocar um fim no nosso relacionamento. Não nos amávamos mais, mesmo sendo uma mulher sexualmente ativa!! Finalmente!!

Faz exatamente 2 meses e meio que não sou mais vagínica e me sinto extremamente feliz.... Com o sexo comecei a me sentir mais feminina, vaidosa, mais igual a todas as mulheres. Hoje estou pronta para começar um novo relacionamento e tenho certeza que serei muito feliz...

Meu recado a todas vocês é que não desistam nunca.... O Vaginismo é apenas uma vírgula em nossas vidas, não deixe que ele as atrapalhe de serem felizes. Treinem muito, sejam muito obstinadas porque, uma vez que vocês consigam resolver essa pequena vírgula, saberão como é bom se sentir uma pessoa completa!!

Lutem sempre e boa sorte!"

Muito obrigada, minha querida! Adorei ter a sua história aqui no blog e tenho certeza que as leitoras tb vão adorar!
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Bjs a todas!

16 comentários:

Amor perfeito disse...

Parabéns, Ana! Pela persistência e pela linda história de superação. Todas nós, que passamos por isso, sonhamos com esse dia. E vamos conseguir!

Abraços

tenho fé disse...

Nossa que maravilha ahh como sonhamos com isso eu e meu marido!!!Me interessei muito por essa hipnose quem faz isso,é a psicóloga?? Me ajude por favor!!Bjs

Ana disse...

Olá Amor Perfeito!! Claro que todas vão conseguir! A batalha não é fácil, admito! Mas eu consegui e outras muitas também... Seja obstinada, não desista nunca... A cura está muito próxima. Acredite!
Beijos

Ana disse...

Tenho fé,

A minha hisnoterapeuta é psicóloga sim. Eu fiz uma mistura de terapia convencional com hipnose. Conversávamos muito e a hipnose me ajudou a ter auto-confiança e acabar com todos os bloqueios que eu tinha com relação ao sexo.
Infelizmente não conheço ninguém que faça hipnose aí no Brasil pra poder lhe indicar.
Um grande beijo...

Anônimo disse...

Dani, estou pasando aqui só pra dizer que estou demorando tanto para lhe mandar minha história pq estava de mudança para o meu AP e meu marido precisou se submeter a ma cirurgia, e até que ele esteja totalmente recuperado e nós devidamente "instalados" não vou ter tempo para escrever. Mas não esqueci. Bjs!

N.

C. C disse...

ainda bem que tem uma luz no final do túnel. Estou decidida a virar o jogo, e obrigada cpor compartilhar a história conosco.

=)

C.C

Daniela Barros disse...

Olá, meninas!
Estou vendo que vcs gostaram da história, né? Que bom! E que bom que a Ana tá aqui acompanhando e resolvendo as dúvidas de vcs, parece que o plano de contar curas deu certo! Espero em breve ter muitas mais para contar! Bjs a todas
Doa N., tô esperando sua história, hein, querida? Bjs!

Anônimo disse...

Há quase dois meses deixei de ser vagínica. Sempre que lembro desse período da minha vida, lembro do blog e acabo dando uma olhada. Dessa vez, lembrei dos sentimentos , sensação de cada momento desse período, de cada momento de desespero, quando se acha que nunca vai ter uma vida normal....e resolvi escrever pra contar minha história.
Durante quatro anos namorei à distância. Era o amor da minha vida, eu era complemente apaixonada, mas não conseguia ter penetração. Eu tinha 22 anos quando nos encontramos pela primeira vez, era virgem. Eu sentia muita dor ao tentar a penetração e minha pernas tremiam. Apos as tentativas, eu ficava muito triste, decepcionada comigo mesmo, mas eu o amava muito e o simples fato de tê-lo ao meu lado já era suficiente e estava feliz. Não importava se conseguia ou não ter uma relação completa. Nos momentos de desespero, milhares de pensamentos tentavam explicar o que acontecia entre nós: achava que eu não o amava, que não havia química entre nós, e cheguei a achar que eu gostava de mulher. Conseguimos penetração duas vezes, mas pra mim foi apenas mecânico, não tive prazer. Depois disso, ele terminou comigo, até hoje não sei quanto que o vaginismo influenciou no fim do namoro. Depois de todo sofrimento com o término do namoro, eu conheci uma outra pessoa. Na verdade, era pura carência, não chegamos nem a nos conhecermos direito. Talvez queria apenas testar se com outro homem conseguiria. Pensei: agora vou conseguir!! Pura ilusão. Tentamos várias vezes e nada. Fiquei com muita vergonha, a final não tínhamos tanta intimidade e não nos vimos mais. Tempos depois, conheci uma pessoa que tive uma verdadeira atração fatal. Tínhamos arrepios quando encostávamos no outro. Excitávamos só de olhar. Apesar de todo o envolvimento eu travei uma, duas, três vezes com ele. Não entendia o que acontecia comigo. Havia envolvimento, tesão..tudo e não entendia o que me tratava. Foi numa busca pela internet que descobri o meu problema: vaginismo. Entrei em contato com um psico. Ele respondeu no dia seguinte. Comecei o tratamento. Com o tratamento percebi o quanto a minha educação conservadora me prejudicou, que meus medos de dirigir, nadas estavam todos ligados...enfim. O tratamento foi muito difícil. Como viajo muito a trabalho tive muitoooos retrocessos. Se um dia conseguia penetrar a próteses toda, com uma semana sem exercícios eu tinha que voltar tudo novamente. Achava que perdia muito tempo em certos exercícios, que tava só gastando dinheiro, por muita vezes eu pensei em desistir do tratamento e aceitar a vida sem sexo ...foi um sofrimento. Como não tinha namorado e nem tinha coragem de procurar com esse problema, não havia estímulo. Sempre pensava: com próteses eu consigo e com um verdadeiro? Será que conseguirei?? Um dia conheci uma pessoa, ainda durante o tratamento. Eu o enrolei durante 3 meses, não queria perdê-lo também. Até que um dia percebi que já estava o perdendo, e resolvi fazer mais uma tentativa. Estávamos muito envolvidos. Ao final de quatro meses de tratamento, mesmo com todas as interrupções, eu consegui!! Foi como se nunca tivesse tido nada. Penetração total!! Não temos uma relação estável. Ainda não me sinto preparada pra namorar novamente, mas há quase dois meses estamos “juntos”. Aprendendo muito.... :)) As vezes com medo, mas muito feliz por ter superado tudo isso. Algum botãozinho aqui foi ligado e desde então não tive mais problemas. O psico falou que meu caso era bem leve e por isso foi fácil tratar. Sem contar com as vezes que entrei em contato com a Dany, o que me ajudou bastante também. Espero sinceramente que todas vocês possam superar essa fase da vida, que tenham paciência e persistência que a cura virá. Meu psicólogo falou até que apenas 5% das mulheres que entram em tratamento não são curadas, isso porque desistem de continuar os exercícios. Depende de vocês. Permitam-se.
PS: depois que terminei de escrever é que percebi o quanto as histórias se repetem. Alguns trechos parecem que são copiados da Ana, rs.

Daniela Barros disse...

Oi, Anônima!
Parabéns pela cura! Adorei sua história! Você poderia me mandar um email?
Obrigadinha
Bjs

silvio disse...

OI Dani,
Penso que minha esposa é vaginica. Venho pesquizando o assunto e encontrei o seu Blog.
A FAQ é maravilhosa, obrigado pela ajuda.

Silvio

Daniela Barros disse...

Oi, Silvio!
Que bom que vc gostou da FAQ! Se vc e sua esposa precisarem de alguma coisa, podem contar comigo, viu?
Abs.
Dani

Lana disse...

Eu achei esse blog quando pesquisava na internet sobre a possível causa do meu sofrimento(que hj sei que se trata de vaginismo).Venho sofrendo com isso já faz um ano.Mas foi somente a + ou - 6 meses que vi na internet o termo vaginismo e pensei:isso não pode tá acontecendo comigo, não mesmo, e ignorei.Mas hj já aceitei que é isso e estou procurando tratamento.Fui a gineucologista essa semana e ela nem conseguiu fazer o exame em mim(pela primeira vez, pq eu sempre consigo) e ela me vendo naquela aguniação toda, sugeriu que eu fosse a uma sexóloga,e eu vou mesmo,pq não vejo a hora de me livrar disso.Pretendo fazer tudo que for possível para me curar desse medo de ser penetrada, até pq namoro a distância já faz um ano e meio ,e por mais que meu namorado seja muito paciente e compreensivo, tenho medo que um dia essa paciência toda acabe =/ Nos vemos a cada 6 meses e passamos muitos dias juntos e é frustrante a cada tentativa na cama eu simplesmente não conseguir a penetração.Não aguento mais isso, ainda mais na nossa situação, era pra ser perfeito, já que passamos tanto tempo separados.Se Deus quiser vou conseguir e lendo a história de vitória de vcs diariamente, tudo isso me dá muita motivação!!!

disse...

ola, meu nome é luci, sou casada a 3 anos, e faço tratamento com psico a 2 anos e meio, até que minha gineco me indicou hipnose, será que eu consigo.....meu maior sonho é de ser mãe, demora muito o tratamento....me ajude, eu estou DESESPERADA,

Anônimo disse...

Olá,sou a Raquel e tenho 37 anos.Descobri por acaso este blog.Estou a poucos dias de iniciar a hipnoterapia sobre este mesmo problema:vaginismo.Sofro a imenso tempo e ao ler fiquei curiosa e confiante e decidi escrever estas palavras e dar os parabéns pela coragem e por ter partilhado...Será que já é tarde para mim?tenho algum receio...

Andrea disse...

Olá!!! Sou Hipnoterapeuta em Brasília, e confio e ratifico, totalmente, os resultados que esta técnica proporciona. Como li em outro comentário acima, é necessário um tratamento em conjunto com a terapia convencional. Mas os resultados, com o seu comprometimento, são excelentes.

Bianca Furtado disse...

Olá! Alguém conhece um Hipnoterapeuta em Florianópolis ?

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Que bom que vc decidiu compartilhar sua luta comigo! Vamos vencer, tenho certeza!
Agora eu aprendi, então, depois de comentar, pode voltar aqui que vai ter uma respostinha minha, tá?
Bjs