sexta-feira, 14 de maio de 2010

Só um oi...

Olá, meninas!
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Só pra não dizer que eu sumi de vez, estou aqui para dizer um oi...
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Tá tudo bem comigo, não aconteceu nada de muito especial que justifique esse meu desaparecimento. O que acontece é que tenho tido um volume grande de emails diários pra ler e responder... e são tão sofridos que eu não consigo deixar de responder... aí pronto: gasto todo o tempo que tinha pra escrever aqui!
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Além disso, estou lendo um livro que tem mexido muito com meus sentimentos em relação ao vaginismo. Na verdade, ele tem trechos muito perturbadores até, pq me lembram de sentimentos que eu passei e que de alguma forma ficaram enterrados depois que eu consegui finalmente superar tudo isso e com a leitura eles têm voltado em ondas que vão e que vem...
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É difícil encarar o fato de que a minha mãe mesmo me amando tanto, de alguma forma, foi co-responsável por tanto sofrimento, me recordar de como eu passei de "mão em mão" por médicos tão incompetentes, e como isso me prejudicou... Estou meio alucinada, querendo contar tudo a minha mãe, querendo escrever uma carta pra o médico que foi meu ginecologista por 10 anos... mas... vai adiantar?
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Vou passar uns dias distante dos posts, ok? Preciso terminar o livro, organizar meus sentimentos, pensar... preciso estar pronta pra passar pra vocês somente os trechos que realmente vão ajudá-las, ok? E é por isso que não vou contar o nome do livro que estou lendo (pelo menos não ainda), não quero que vcs leiam, não sei se seria bom pra vcs que ainda estão buscando a cura... se pra mim que estou curada, está atormentando tanto...
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Desculpem pelo post chato, desorganizado e até meio deprimente, deve ser a garoa que está lá fora que me deixou assim... rs Mas eu precisava vir aqui pra dizer pelo menos um oi e contar pra vcs o que está acontecendo comigo...
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Saudades de vcs!
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Bjs
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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Todas nós fugimos...

Olá, meninas!
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Hoje eu não iria postar nada, pq o post que estou planejando vai precisar de umas imagens e eu tinha que ter trazido o livro pra scannear, mas estava olhando meus e-mails e tive uma idéia!
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Estava respondendo um e-mail e queria falar a mesma coisa que eu tinha falado pra uma menina logo que eu comecei o blog, então fui lá nos itens enviados bem antigos e comecei a olhar os e-mails... meninas! eu achei muitos e muitos e-mails de pessoas que se corresponderam comigo 1 ou 2 vezes, que estavam desesperadas, que me pediram ajuda e que simplesmente desapareceram logo depois!
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Fiquei pensando se talvez a culpa fosse minha, se talvez tivesse sido algo que eu escrevi pra elas ou coisa assim e foi então que me lembrei como foi o meu primeiro passo a caminho da cura. Quando decidi de uma vez que iria me tratar e me curar, saí feito doida procurando terapeutas pela internet, passei um dia inteirinho no computador, lendo tudo, tudo, tudo, aí achei um que eu me interessei e depois de alguns muitos minutos olhando fixamente para o celular, decidi ligar, meu coração aos pulos dentro do meu peito, tocava, tocava, tocava e ngm atendia... quando eu estava decidida a desligar, eis que o Dr. atendeu!
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Ele me disse que estava ocupando, no meio de uma consulta, e eu prontamente disse que ligaria depois, mas ele preferiu ficar com o meu telefone e me retornar. Depois que desliguei fiquei pensando que, na verdade, se eu tivesse ficado de retornar, eu jamais retornaria... eu me daria uma desculpa daquelas do tipo: "ah, se quando eu liguei, ele não pode atender, é pq não era pra ser..." e pronto! Seria o começo e o fim da minha iniciativa. Parece-me que o dr. sabia exatamente que isso aconteceria e resolveu ele anotar meu telefone e me retornar a ligação. Ele foi realmente muito esperto, se não fosse por isso, eu jamais teria começado o tratamento.
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O que eu percebo é que essa é uma característica comum entre todas nós. Como é um assunto muito difícil e dolorido de falar e por mais que a gente queira resolver este problema, nossas tentativas são sempre frágeis a ponto de serem facilmente abandonadas. Isto é, a terapia ia ser algo tão difícil pra mim, me apavorava tanto falar sobre isso, começar um tratamento... o medo do tratamento falhar era tão gigantesco... que, ao mesmo tempo que um lado meu lutava pela cura, o outro lado queria mesmo era que não desse certo e eu não tivesse que passar por tudo aquilo...
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Isso explica o fato de muitas meninas me escreverem uma vez e não voltarem mais a responder. A verdade de ter que encarar um tratamento doloroso (mais no coração do que fisicamente) é algo que nos desanima logo de cara!
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Mas o que é importante ressaltar é que o vaginismo jamais e em tempo algum se curará sozinho!! O fato de se casar nunca vai curar seu vaginismo. Relaxar não vai curar seu vaginismo. Usar lubrificantes não vai curar seu vaginismo. Usar anestésicos não vai curar seu vaginismo. Seu imenso amor pelo seu companheiro e o dele por vc, não vai curar seu vaginismo. Sua fé em Deus não vai curar seu vaginismo (não sozinho).
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A única coisa que pode curar seu vaginismo é sua coragem e persistência em insistir num tratamento. Em tentar repetidas vezes fazer aquele exercício difícil que seu terapeuta / ginecologista /fisioterapeuta ginecológico lhe pediu. Em se amar o bastante pra lutar pelo seu prazer. Em se permitir ser uma mulher completa. Em permitir ao seu companheiro um relacionamento 100% satisfatório. Só assim podemos nos curar! Vc precisa lutar por tudo isso!
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O bom disso tudo é que a cura é garantida! Se vc tentar, tentar, tentar; insistir, insistir, insistir, vc vai sim se curar! A K. se curou, eu me curei e muitas meninas mais estão aparecendo cada vez próximas da cura, portanto não desista de vc!
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Toda vez em que vc pensar que está fraca, que não aguenta mais, que queria acordar no outro dia sem esse problema, lembre-se desse meu post! Lembre-se que sua cura só depende de vc e do quanto vc está disposta a lutar! Acredite que vc é capaz!
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E sempre que precisar, conte comigo pra te incentivar, viu?
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Mil beijos a todas que me escrevem, que um dia me escreveram e aquelas que ensaiam me escrever... a hora é agora, é só dar o primeiro passo!
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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Todo mundo tem problemas

Meninas!
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Quero contar uma coisa pra vcs que eu ainda não sei se vcs notaram! Antes eu não costumava responder aos comentários de vcs aqui mesmo no blog, eu ia até o blog de vcs e respondia ou então mandava um e-mail, pois acho que assim é mais fácil de vcs saberem que eu respondi. Mas começou a ficar difícil de responder, pq existem muitas meninas anônimas por aqui, das quais eu não tenho contato nenhum... Sendo assim, tomei a decisão de responder aqui mesmo, por meio de um comentário, como a K. e a Amor já vem fazendo, então, sempre que vcs vierem comentar alguma coisa, voltem depois pra ver minha respostinha, ok?
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Lendo o comentário da K no meu post sobre a culpa, fiquei inspirada a escrever pra vocês a respeito de uma coisa que eu descobri ontem e mais outras que eu já sabia. Pois bem, comecemos do começo. Ontem, fui almoçar com uma nova amiga aqui do trabalho. Ela é de uma outra área e nos conhecemos por um trabalho que desenvolvemos em conjunto, mas como nunca tínhamos tempo de falar sobre nós (já que sempre que nos encontrávamos era a trabalho), resolvemos marcar esse almoço pra nos conhecer melhor.
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Ela é uma menina que eu admiro muito, porque ela é muito inteligente, além de ser muuuuito bonita. Sabe aquela pessoa que vc admira pq é chique, tá sempre bem vestida, maquiada, com o cabelo tchanãnã, cheirosa e tudo mais? pois bem, essa é ela. Além disso, ela tem aquele ar de bem resolvida, sabe? Já viajou diversas vezes pra fora do país, é independente, mora sozinha, dirige pra todo lugar (isso pra mim é uma mega qualidade! :P)...
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Aí, conversa vai, conversa vem, falamos sobre como conhecemos nossos "maridos" (o dela ainda é namorido), ela me contou várias coisas bem pessoais, sabe? Sobre casos que ela teve, caras com quem ela saiu, com quem ela foi pra cama, etc, etc. Bom, até aí nada me surpreendeu, pq ela tem 30 anos e é toda bem resolvida, era de esperar que ela tivesse vários amores no currículo. Daí, eis que surpreendentemente, ela me conta que os namoros nunca deram certo por um mesmo motivo... (fiquei apreensiva, inclusive) E o motivo era que ela nunca gozou na vida! Que a primeira relação sexual dela foi com 17 anos e de lá pra cá, ela teve um monte de namoradinhos e nunquinha teve um orgasmo! Olha! Uma pessoa linda, bem resolvida e tudo mais, que nunca teve um orgasmozinho...
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Outra: nesse final de semana, fui visitar uma amiga que teve bebê há 4 meses, uma criança linda, maravilhosa, com saúde e tudo mais. Essa amiga eu tb sempre admirei, pq ela sempre foi super pra frente, descolada mesmo, sabe? E ela sempre contava uma histórias dos vários namorados que ela teve, e coisas do tipo que quando ela terminou o primeiro namoro, ela queria mais era sair com vários caras, pra conhecer o sexo com outros e tal e coisa. Bom, tá, mas agora ela tá casada e comportada! rs Como o parto foi normal, eu sempre pergunto se doeu, se ficou perfeitinha (hahaha), pq tb quero ter parto normal um dia na vida e gosto de pesquisar... Ela me disse várias coisas, mas uma delas me impressionou, ela disse que depois do parto não conseguiu mais transar com o marido, que sente muita dor e tal, que parece que ela é virgem de novo. Ok, pode ser até um problema de vaginismo, mas não é essa a questão. A questão é que ela me contou que quando era virgem, teve muuuuuuita dificuldade de perder a virgindade, que não conseguia a penetração, que doía, que só entrava uma parte e tralálá. Aí eu pensei: o q? Mas logo ela que era tão, tão tranquila quanto ao sexo?
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Outra: uma terceira amiga minha (ai como eu tô fofoqueira hj! hahaha) tb tem uma vida super independente, organizada, é casada há quase 2 anos, tem um emprego ótimo, tem carro, tem casa, estudou numa das melhores faculdades do país, tem família, tem amigos... tem tudo, não é? Pois é, mas não tem desejo sexual... toda vez que o marido a procura, ela fica pensando em como fugir, se não há como, ela deixa ele lá se matando pra animá-la, e mesmo que não anime, ela transa com ele por obrigação... E olha que o marido dela é um cara bem ajeitadinho, bonito, é atleta e tudo mais...
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Pois é, queridas, essa fofoqueira toda pra dizer que todo mundo, todo mundo mesmo tem algum problema e a esmagadora maioria dos seres humandos que habitam o nosso planeta (haha) tem algum problema sexual!!! Ou pq tem dor (que pode ser o vaginismo ou só dispaneuria), ou pq não tem orgasmo, ou pq não tem desejo, ou pq não tem ereção, ou pq tem ejaculação precoce, ou por outro motivo qualquer... então pq nós vagínicas temos que nos sentir assim tão à margem da sociedade? Tão fracas, tão péssimas, tão indignas? Não é nada, nada, nada disso! Nós somos pessoas comuns, com problemas comuns! Vejam só: só no meu círculo de amizades, achei esses três problemas, sendo que as pessoas não saem por aí contando seus problemas sexuais, né?
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O que eu quero com este post é que todas vocês (nós!) aceitem que há um problema com a gente, que é o vaginismo, mas que não é o fim do mundo, pq todo mundo tem problemas, né? Então vamos superar essa fase em que nos achamos a pior das criaturas e vamos lutar pra acabar com este problema de uma vez por todas, ok?
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Quem precisar da minha ajuda pra eliminar esse fantasma - mesmo que só for uma injeção de ânimo - pode contar comigo sempre!!!
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Bjs
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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Relatório - Semana 1

Olá, meninas! . Olha aqui a minha prestação de contas da semana 1! hehehe .
  • 19/04 (seg) - backyardigans
  • 20/04 (ter) - folga
  • 21/04 (qua) - marido
  • 22/04 (qui) - backyardigans
  • 23/04 (sex) - marido
  • 24/04 (sáb) - marido
  • 25/04 (dom) - marido

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E olha a idéia do marido: "quando vc quiser me usar como dilatador, pode ficar a vontade!" hahaha

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Êeeeeeeeeeeee! Vamo lá, gente, e loguinho já vou estar 100%! :D

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terça-feira, 27 de abril de 2010

Então a culpa não era minha?

Meninas!
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Vcs não sabem o que aconteceu neste final de semana! Uma menina achou meu blog e, por tudo o que eu escrevo, ela acabou constatando que se tratou com o mesmo terapeuta que eu! Olha que legal!
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O mais legal é que ela também achava tudo o que eu achava sobre ele (inclusive ela tb saiu da terapia e recomeçou com outro psicólogo), o que quer dizer que não era eu a louca! hahaha
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Infelizmente ele atua da mesma forma com todas as pessoas, seguindo sim um plano rígido e pré-estabelecido, ao mesmo tempo em que faz parte da abordagem dele nos instigar a identificar todas as características negativas que temos, para que (como ele me disse uma vez) criemos uma insatisfação, uma angústia sem fim em relação ao nosso principal problema (no caso o vaginismo), e esse sentimento negativo nos mova em direção à cura (ou numa busca desesperada por ela, eu diria).
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O caso é que esta abordagem jamais funcionou comigo e eu sempre achei que o problema era eu. Sempre achei que o problema é que eu não gosto de receber críticas, que eu me acho autossuficiente, que eu sou muito lógica e não consigo compreender algo que não possa ser convertido numa teoria bem clara.
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Teve uma época em que a terapia me fazia tão mal, mas tão mal, que toda quinta-feira eu sofria um absurdo, eu tinha que me obrigar a ir a terapia e, sinceramente, a única coisa que me movia até lá era o dinheirão que eu tava pagando pelas sessões!
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Às vezes eu parava pra pensar sobre tudo o que estava acontecendo e analisar meus pensamentos e sentimentos sobre a terapia e eu acreditava que essa minha sensação negativa poderia ser uma forma disfarçada de fuga do tratamento. No fundo eu achava que tudo o que estava acontecendo nem deveria ser tão mal, que a parte inconsciente (e burra) do meu cérebro tava criando todos esses sentimentos só pra que eu desistisse de me tratar, desistisse do meu sonho de ser uma mulher "normal", porque isso seria mais fácil do que encarar um tratamento, do que fazer os exercícios e tudo mais.
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Por isso, mesmo com tanto desgosto eu continuei. No final das contas, parei pq na verdade já tinha me curado, não 100%, mas praticamente, já tinha conseguido sozinha o suficiente pra me convencer de que sozinha mesmo eu conseguiria continuar.
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Não digo que nada do que eu passei na terapia se aproveitou, pq seria mentira. O fato de ter descoberto a causa de tudo, foi uma coisa muito importante pra mim!
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Por outro lado, gostaria que vcs soubessem que às vezes não dá certo com o primeiro médico que tentamos, às vezes não rola mesmo a tal da empatia e o tratamento não vai pra frente. Eu sei que o medo de regredir procurando outro médico, de ter que começar o tratamento do zero, existe sim, PORÉM o que adianta desperdiçar tempo e dinheiro num tratamento que não nos faz bem, que não nos ajuda a evoluir num ritmo que nos faz sentir bem?
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O interessante é que essa minha nova amiga, que me achou pela net e disse que tratava com o mesmo terapeuta, parou a terapia com ele, encontrou outro profissional com o qual ela se adaptou bem, se sente confortada, apoiada e ao mesmo tempo cobrada (tem que ser). Ou seja, ela não tinha problema algum, apenas não se adaptou a forma de tratamento do psicólogo em que tentou pela primeira vez, foi lá procurou outro, e tá resolvendo seu problema.
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É interessante porém dizer que eu acho o meu terapeuta um profissional sério, mas, oras, ele é humano e tem defeitos! Mas nada impede que ele trate muitas pessoas com propriedade e que muitos dos seus pacientes saiam de lá felizes e curados! Então nada de julgar, não é?
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O que eu quero que todas tenham em mente é que não é porque somos vagínicas, porque temos problemas, que a culpa de todas as coisas que acontecem em nossas vidas é nossa! (como eu achei por diversas vezes, em relação à terapia) Não se condenem nunca e sempre fiquem bastante atentas ao que sentem para tomar as atitudes mais acertadas com relação ao tratamento (e a todo o resto na verdade).
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Bjs, amigas!
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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Plano de exercícios

Olá, meninas! .
Decidi contar pra vcs qual é o meu plano de exercícios pra me ver de uma vez por todas curada desse vaginismo. Tudo começou quando li o post da K e ele me fez refletir bastante a respeito de como a terapia influencia na frequencia dos nossos exercícios. Tanto é que, não sei se vcs perceberam, mas foi eu parar a terapia que fiquei umas duas semanas me exercitando super pouco! E isso refletiu em dificuldades com meu marido em coisas que já tínhamos "superado", isto é, eu acabei regredindo!!
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Desde o dia em que eu notei que tinha dado um passo pra trás (18/04), prometi a mim mesma seguir um plano de exercícios bem rígido que eu mesma inventei (rs) e pra ele ficar mais sério, resolvi publicar aqui, assim, tenho um compromisso com mais alguém além de mim mesma, o que acham? Aí de vez em quando venho até aqui e conto pra vcs como está indo, se estou conseguindo cumprir as metas ou não! :)
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O plano é bem simples e seguirá as seguintes regras:
- os exercícios deverão ser realizados 6 vezes por semana
- o dia de descanso é para aqueles dias em que eu não tenha vontade, ou esteja mto cansada
- considero exercícios tanto os simulados (com dilatadores), quanto os reais (com marido)
- menstruação não é sinônimo de folga automática! (dá pra encarar os dilatadores no banho)
- só! :)
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O exercício com o dilatador funciona assim:
- sempre me exercito só com o maior que eu tenho (o azul)
- primeiro penso em alguma coisa estimulante
- enquanto isso, lavo meu bonequinho na água quente do chuveiro, com sabonete íntimo
- se não estiver animada o suficiente, vejo fotinhos, videozinhos, o que for preciso
- aí tento colocar a primeira parte - uns 5 cm (tem q ser sempre inclinado pra trás, reto não dá)
- deixo um pouquinho pra acostumar
- tiro e coloco de novo (pq aí entra mais um pouquinho)
- repito os dois últimos passos, até conseguir colocar tudo
- (se for preciso, uso lubrificante)
- depois que coloquei tudo, tento mexer o quadril, prum lado, pro outro, em círculos...
- tiro e coloco mais algumas vezes
- fico um tempinho com ele lá dentro e repito o último item
- alguns dias, tento inserir ele sentando, sabe? pra praticar o que vou precisar com o marido... rs
- quando encher o saco, eu páro! (hehehe)
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O exercício com o marido depende da criatividade do marido! hahahaha Estamos num estágio em que sempre tentamos a penetração numa posição diferente, mas como nunca dá (só entra um tantinho), vamos pra clássica em que eu fico por cima, depois que eu consigo colocar tudo, fico um pouquinho acostumando, aí pronto, pode colocar em qualquer posição! :D
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Bom, então é isso! Semanalmente venho contar como foi, tá? Ah! E o início deste plano é retroativo a 19/04, pode ser? hehehe
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Bjs
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Dani
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sábado, 24 de abril de 2010

Posições mais fáceis

Olá, meninas!
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Na minha época de vagínica (hahaha, tô me achando já, né? é q quero me convencer que isso tá no meu passado!), o que eu mais procurava na net eram posições em que a penetração fosse mais fácil. Tudo o que eu achava era a mesma resposta: não existe posição em que você não sinta dor ou então eu achava livros de kama sutra com umas posições impossíveis! hahaha
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Depois de muito praticar (hehe), descobri que comigo não é assim, que existem posições em que eu sinto mais incômodo (não sinto mais dor! :D) e outras em que eu sinto menos incômodo. Obviamente, a maioria de vocês pode ser completamente diferente de mim, mas tentar não arranca pedaço, né?
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Essa semana mesmo testei um montão de posições pra ver qual eu gosto mais, se tem alguma que eu não sinto a chata da vontade de fazer xixi (ainda não achei, se existir e vc souber, me conta, por favor), se tem alguma que não incomoda nada, etc, etc.
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Então, a posição que eu mais gosto é o clássico "papai e mamãe" em que o parceiro fica em cima da gente e podemos ter contato total, abraçando, beijando... sei lá acho que sinto que ele está mais comigo no ato, do que se eu estiver longe, sabe? Por isso, as posições do tipo eu por cima, não são das mais confortáveis, me sinto tão sozinha... hahaha
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Mesmo antes de me curar completamente, era no papai e mamãe que a gente se entendia melhor, mas só depois de certo tempo que ele pode ficar bem no meio das minhas pernocas. Como essa posição não nos dá muita mobilidade, meu maridinho ficava apoiado numa das minhas pernas, para que a outra pudesse se mexer a vontade e em caso de emergência: fugir! hahaha (em qual das pernas ele vai se apoiar, vai depender do formato do pênis, se for retinho, pode ser em qualquer perna, agora se for tortinho (rs), uma das pernas vai ficar mais fácil, é só testar!) Ah! Outra coisa importante, ele não ficava completamente apoiado sobre mim, ele se apoiava nos braços, nos joelhos, de modo que em momento algum eu me sentisse presa, se me prendesse, eu me desesperava um tantinho! hahaha Um travesseiro debaixo do nosso bumbum também pode ajudar! ;)
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Depois dos exercícios com os dilatadores, eu passei a começar a relação por cima dele, só para a primeira penetração e depois a gente muda de posição e ele fica por cima! Na verdade, consegui identificar que não é exatamente porque eu preciso de controle, mas mais porque ele tem uma dó sem fim de mim e fica com medo de me machucar, e como a primeira penetração é sempre mais difícil, aí num vai com ele no comando de jeito nenhum.
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Posições como de 4, vc deitada de barriga pra baixo com ele por cima, ou mesmo de conchinha, acabam deixando a gente numa expectativa maior, pq a gente nunca sabe quando ele vai colocar, já que a gente não tá vendo. Aí fica aquela expectativa, tipo: "vai entrar, vai entrar", aí vc num tá aproveitando nada, né? Tá fazendo um ato mecânico, com muito sofrimento e ansiedade! Assim não vai dar certo nunquinha...
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O melhor é (pra quem não tá naquela de extinguir os atos sexuais até o tratamento psicológico fazer efeito) procurar uma posiçãozinha que vc consiga amar seu namorado/marido, que vc se sinta bem e mesmo que vc não for tentar a penetração, é sempre interessante que sua vagina dê uma palavrinha com o pênis dele, nem que for do portão mesmo, vai que um dia ela resolve convidá-lo pra entrar, ã? hahaha Vai lá vc, com a sua mãozinha e coloca o pênis dele bem na portinha da vagina, pede pra ele ficar mais paradinho e faz uns movimentozinhos de leve em direção a ele. O importante é que não exista o pânico do tipo "ai, encostou nela, agora ele vai empurrar e vai tentar entrar, e não vai conseguir, e vai doer..."
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Aí é assim, um dia ele conversa com ela do portão, no outro ele entra só um tiquinho de nada, no outro vc já vai estar mais corajosa e conseguir empurrar um pouquinho, no outro mais outro pouquinho e assim vai indo e vai desmistificando o ato sexual como um ato de dor e sofrimento. É muito importante seu parceiro saber que é esse o plano, se não ele vai sim querer empurrar um pouco mais, não pq ele é um louco sem sentimentos, mas simplesmente pq pra ele num tá doendo nada e como entrou um tiquinho, ele acha que pode continuar, então tem sempre que combinar antes.
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Outra coisa: doeu? Nada de desespero, dá uns beijinhos no parceiro e "foge" discretamente! hehe Vai pro sexo oral nele, ou pede que ele faça em você, faz/pede uma massagem, usa sua criatividade, mas TENHA PRAZER! Nada de sair da relação com a frustração de mais uma vez não ter conseguido. Ok, vc mais uma vez não conseguiu, isso é fato, mas o que te impede de se divertir de outra forma? Nadica de nada! Então divirta-se de outra forma SIM! Mas nem por isso deixe de tentar!
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Meninas, saibam que isso tudo que estou dizendo pra vcs não é uma receita de bolo, do tipo faça na sua casa que é tiro-e-queda! Nada disso! É simplesmente o que foi aos poucos dando certo pra mim. Portanto, se vcs acharem que vale a pena, tentem assim, se não der, me escrevam, quem sabe eu tb senti o que vcs vão sentir e sei ajudar? Se não souber, sou criativa, posso tentar dar uma outra dica e vcs vão lá e tentam de novo! hahahaha O importante é não parar de tentar!
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Pode ser também que mesmo depois disso tudo, vc não consiga uma penetração completa, como foi comigo. Com essa "técnica", eu conseguia metade de uma penetração, mas ela inteirinha eu não consegui até começar a me exercitar com os dilatadores, mas eu já não tinha medo do meu marido, eu já não fugia dele, eu já me sentia bem com ele em cima de mim e não tinha mais aquela sensação de "estou indo pro matadouro" quando íamos pra cama com o intuito de fazer sexo. Acho que isso foi muito, muito importante para que eu conseguisse superar esse problema.
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Por mais que as pessoas "normais" digam que sexo é fácil e natural, pra gente não é, eu sei. Mas o primeiro passo pra cura (na minha opinião) é a gente entender e começar a praticá-lo com o objetivo de ter prazer e não com a obsessão sem fim de colocar o negócio inteiro pra dentro da gente e fazer como todo mundo faz. Vamos no nosso tempo, no nosso ritmo, até chegar ao objetivo que é nos pendurar no lustre e fazer sexo loucamente! hahaha Brincadeira, meninas! huahuahuahua
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Tenham fé, viu? Tudo nessa vida tem jeito! E eu sou prova disso! ;)
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Bjs
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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Mas e aí? Depois que entrou a primeira vez fica fácil?

Pois é, meninas! Hoje eu vou abordar um assunto que era completamente desconhecido por mim, até que aconteceu comigo.
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Sempre achei que o meu único problema era conseguir uma penetração e estando este item resolvido, eu já poderia me pendurar no lustre e fazer amor loucamente com o meu marido (huahuahuahua), mas eu estava enganada!
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Não se assustem, nem se desesperem, viu, queridas? Mas eu acho importante vocês saberem que isso pode acontecer, para não se sentirem novamente um ET, como eu mais uma vez me senti, e a K, meu anjinho da guarda, veio me confortar e dizer que com ela foi igualzinho...
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É o seguinte, mesmo depois que a gente consegue uma penetração 100%, tudinho lá dentro, sem dor, ainda há um desconforto bem chato. Inclusive, pensei várias vezes que preferia namorar como namorava antes, sem nadica de nada aqui dentro de mim, mas como lutei tanto pra conseguir colocar, agora aguenta, né? hahaha
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O que eu sinto (até hoje, ainda não superei) é uma vontade bem insistente de fazer xixi, e um incômodo sem fim... uma vontade daquilo acabar logo de uma vez, ai gente! Na quarta-feira, foi mais legal, eu me diverti um pouco mais, mas só numa posição (com ele por cima), em todas as outras, fica só o incômodo... E olha que não é falta de lubrificação nem nada, pq a gente capricha no lubrificante, acho que é falta de costume mesmo...
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Tava falando com a K sobre isso e ela disse uma coisa que é bem verdade: a vagina demora um tempo pra se acostumar a "nova rotina" (hehe), por isso é tão importante, mesmo depois de começar a prática com o marido/namorado, manter os exercícios com os dilatadores, assim a danadinha vai entendendo que é assim que funciona e que a rotina a qual ela se acostumou nos últimos 28 anos é PASSADO! :D
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Bom, eu vou tentando aqui e contando sempre pra vcs, ok?
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Bjs
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