Olá, meninas!
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Já vou logo avisando que, como fiquei muito tempo longe aqui do blog, tenho muuuuuito o que contar, isto é, o post será mais do que longo! Portanto, se não estiver com tempo agora, volte depois (não quero atrapalhar a vida de ngm! rs) e se estiver disponível e afim de saber td o que aconteceu nesses dias, se ajeita aí na cadeira que lá vem história! :D
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Bom, o post de sexta passada era pra ser sobre a consulta com o terapeuta, mas como não teve consulta, não teve post! Não, meninas, eu ainda não desisti da terapia, o problema foi o dilúvio que abateu a minha cidade! Choveu muito, muito, muito bem na hora de eu sair do trabalho pra ir pra consulta! Pra vcs terem uma idéia, o terminal de ônibus onde pego a condução pra chegar no consultório alagou e foi fechado! Ou seja, nem que eu quisesse, não tinha condição nenhuma de ir!
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Pois é, faltei na terapia, mas os meus exercícios paralelos continuaram de vento em popa! Fiz quase todos os dias, tinha dia que não tava a fim, que tava com preguiça, tinha alguma visita em casa ou não tava com muita privacidade, aí não fazia mesmo! Não pode forçar, né? Onde tá escrito que só se cura quem pratica todo dia? Em lugar nenhum! Se cura quem acredita em si mesma e respeita os seus limites! :)
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Bom, tá, aí no domingo teve namorinho ao vivo com o maridão de novo! hahaha Aí lá fomos lá tentar o aquilo-naquilo outra vez. Como a K. mesmo comentou outro dia, esse negócio de homem por cima, acho que não funciona mesmo com vagínicas, tentamos, mas sem sucesso, invertemos e eu fui lá devagarinho e quando vi: tava lá dentro! Tudo, tudo, tudo. Vou falar pra vcs que não foi uma coisa mega divertida e natural, tava com um pouco de medo de me mexer, me senti um pouco desconfortável, com aquela dorzinha lá no fundo e com uma certa "gastura" de ter uma coisa dentro de mim. Apesar dos exercícios quase diários com o grandão da minha coleção (hahaha), ainda não me acostumei à sensação, não sei se isto é normal, mas é o que eu tenho sentido.
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Depois do namorinho, peguei meu brinquedo e falei pro marido fazer os exercícios comigo. Achei que de repente fosse bom experimentar introduzir repetidas vezes o dilatador, mas dessa vez não sozinha. Sei lá, achei que de repente isso me fizesse confiar mais no meu marido e tals. Bom, aí ele foi lá todo cheio de medo de me machucar e colocou várias vezes, nas primeiras tava mais difícil, mas depois ficou mais fácil. Foi bom que ele ficou mais seguro tb das minhas capacidades. Acho que de tanto me respeitar e me esperar, ele acabou meio que desacreditando na minha capacidade de ter uma penetração normal e essa experiência fez com que ele me visse de novo como uma mulher, capaz de tudo que qualquer outra mulher é capaz. :D
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Bom, aí na quarta passada, fomos fazer a massagem nossa de cada semana e foi tão excitante, estimulante e emocionante que nos motivou muito a ir pros finalmente. E aí beijo vai, beijo vem, carinho vai, carinho vem e eu fui pra cima dele de novo (não no sentido figurado, mas literalmente mesmo, rs) e aí gente entrou facim-facim! E, gente, foi BEM mais divertido que da última vez! Meu marido ficou felicíssimo, me elogiou muito, disse que estamos indo muito bem mesmo! Ainda não me considero curada pq não vai muito naturalmente ainda, além do que ainda tenho umas sensações incômodas algumas vezes, mas acho que é questão de prática, não? Eu sei que tava tão feliz que nem tive cabeça pra ter um orgasmo! hahaha Meu marido teve que caprichar muito pra conseguir tirar um orgasmo de mim! kkk
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Pronto, já atualizei vcs de tudo. Agora vamos à consulta! Acabei de chegar e tô fervilhando com tudo o que aconteceu! Decidi contar tudo pra ele, afinal tô pagando caro pra mentir pro terapeuta, né? Mentir é jogar dinheiro fora! Ok. Fui lá e contei dos dilatadores e das experiências com o marido, pra minha surpresa, o terapeuta não esboçou nem sequer uma expressão de surpresa, ficou com uma cara de como se eu tivesse contando pra ele que comi chocolate de sobremesa hoje...
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Achei uó ele não dizer nada, mas tudo bem. A consulta prosseguiu com uma pergunta dele sobre o que mais havia acontecido na minha vida nessas duas últimas semanas, contei, falamos sobre outras coisas (principalmente meus exercícios de direção) e tudo mais.
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Quando faltavam uns 10 minutos para o final da sessão, ele resolveu comentar o acontecido. Falou que estava feliz com minhas evoluções, mas que para continuar com o tratamento, eu deveria deixar os exercícios com os dilatadores e as práticas com o marido, para que a terapia pudesse me preparar melhor. Fiquei bem perdida com o que ele disse mas deixei ele continuar. Ele disse então que eu corri um risco muito grande de colocar tudo a perder, de regredir todo o meu tratamento e que ele jamais, em tempo algum, aconselharia uma pessoa como eu a fazer uma tentativa dessas nesse momento. Isto é, pra ele eu me adiantei demais, eu não estava preparada pra isso e a vaca poderia ter ido pro brejo. Foi então que ele perguntou o que eu achava.
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Por uma fração de segundo, fiquei na dúvida entre dizer a verdade ou fingir que me conformava com tudo aquilo que ele me disse. Felizmente me decidi por dizer toda a verdade. Falei pra ele que estava com a sensação de que ele pretendia me regredir, como é que pode eu estou indo tão bem, evoluindo a cada dia a passos largos e tenho que parar? Tudo bem que eu corri o tal risco de ficar traumatizada, mas eu NÃO fiquei! Não conseguir colocar o grande no primeiro dia, não me abalou de forma alguma, eu continuei tentando! Não conseguir me mexer depois de introduzir o pênis do meu marido em mim, NÃO fez com que eu não quisesse tentar de novo! Então por que tenho que dar um passo pra trás?
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Falei pra ele tb que tenho a sensação de que ele tem lá a receitinha de bolo dele, dizendo que primeiro se faz isso, depois aquilo e depois aquilo outro e que me parece que pra ele só há essa forma e que ele não pára um segundo de tentar me encaixar nesse molde! E se eu for diferente? Ok, eu admiti que não deveria ter colocado a carroça na frente dos burros, mas agora que coloquei, porque não podemos continuar daqui? Pq não podemos aproveitar as evoluções que eu consegui sozinha e incorporá-las no tratamento? Só existe um meio de curar o vaginismo?
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Ele me disse que há sim uma linha de trabalho que norteia o tratamento e que isso todo mundo que estuda, faz pesquisas e estudos tem (concordei) e que ele de maneira nenhuma aplica comigo o padrão, que a cada momento que ele me dá um exercício, isso é específico pra mim. Disse tb que logo, logo (qto tempo será q isso significa?) ele começaria a me dar os exercícios sexuais e que aí sim poderia saber o quanto eu estou evoluindo e que eu não dei tempo suficiente pra que ele executasse seu trabalho.
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Ele fez uma comparação assim: "se eu fosse um gastroenterologista e o meu paciente quisesse fazer uma endoscopia sem anestesia, eu jamais faria". Ele quis dizer que se me desse exercícios sexuais antes de eu estar preparada seria a mesma coisa.
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Sendo assim, eu disse a ele que não sabia exatamente o que eu queria. Sério mesmo, pessoal, naquele momento eu num tinha capacidade nenhuma de decidir se pararia de fazer meus exercícios com meus amados dilatadores e com meu mais que amado marido ou se desistiria logo de vez da terapia! Falei pra ele que não faz sentido algum fazer terapia sem compartilhar das idéias dele e por isso não sei mais o que fazer.
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Ele disse que eu posso pensar e escolher se:
quero parar com os exercícios e fazer td conforme manda o figurino (ele, na verdade)
continuar com minhas práticas e falar sobre outras coisas na terapia (tipo parar de tratar o vaginismo... :S) e se depois meu jeito não der certo, ele me ajuda a consertar os estragos (:S)
desistir da terapia e viver minha vida assim do jeito que eu tô mesmo.
Ele disse que a responsabilidade da decisão e das consequências dela é minha, e que é pra eu pensar com carinho. Conversei com meu marido e ele ficou um pouco indignado com algumas coisas, eu tb fiquei meio assim com algumas coisas, com outras eu concordei, mas de qquer forma ainda não tenho uma decisão. O fato foi que sai levinha, levinha da consulta, pois falei TUDO o que eu queria, sentia, pensava e precisava dizer!
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E vcs? O que acharam de tudo?