quinta-feira, 25 de março de 2010

Sobre o livro

O quê? Post todo dia? Tá animada, hein? Não, gente, eu num tô animada, eu tô muuuuuito animada! hehehe Mas hj os backyardigans vão ficar fora da pauta! hehehe
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Quero falar uma coisa MUITO importante sobre o livro. Já comentei isso aqui antes, já escrevi isso por e-mail pra algumas de vocês, mas vale eu dizer aqui, pras que não leram e pras próximas que virão.
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Update: Vejam os dados do livro clicando aqui
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O livro não me curou do vaginismo, arrisco dizer que ele nem me ajudou, inclusive. O foco do livro é para mulheres que não se conhecem, que não conhecem o próprio corpo, que não sabem o que lhe dá prazer, que nunca tiveram orgasmos e coisas dessa linha. Se for o seu caso, compre o livro sim, siga os passos que ele te apresenta, dedique-se e com certeza você irá evoluir muito, mas se vc não tem essas características, nem se dê ao trabalho!
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Acho que o terapeuta me deu esse livro, porque muitas mulheres com vaginismo não se conhecem ou tem um pudor exagerado em relação ao sexo e precisam desenvolver essa parte. Eu, sinceramente, não tenho, acostumei a me masturbar na adolescência e de lá pra cá aprendi o que eu gosto e o que não gosto, onde é bom, onde é ruim e tudo mais. É claro que não sou uma expert em sexo, se fosse, não estaria aqui vagínica, mas tb não estou mais no be-a-bá.
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Olhem, meninas, não estou desfazendo de ngm que ainda não sabe dessas coisas, viu? Só estou sendo o mais clara possível a respeito do livro, pois sinto que muitas de vocês vêem nele uma possibilidade real de se curar. Pra vcs terem uma idéia, como eu lia só dois capítulos do livro por semana, eu achava que quando acabasse de ler, eu já estaria curada! Eu achava que ia evoluir aos pouquinhos junto com o livro e quando chegasse no final já estaria conseguindo! Ki nada! Já acabei o livro faz tempo e nada aconteceu... Até porque eu não fui "autorizada" a fazer a maioria dos exercícios!
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Bom, então, o fato é que como o livro não tem foco no vaginismo, os exercícios não são com o objetivo de tirar esse medo que nós temos ou de acabar com as nossas causas psicológicas, sendo assim, não tem como dar certo mesmo!
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Por outro lado, há coisas muito interessantes no livro, como os relaxamentos e algumas outras explicações que valem a pena. Tem uma sequência de ilustrações, por exemplo, que mostra as transformações que acontecem no aparelho reprodutivo masculino e feminino durante as fases da excitação, achei bem interessantes e esclarecedoras.
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Não sei se eu posso fazer a transcrição de partes do livro aqui, acho que eu teria problemas com direitos autorais, não sei exatamente como isso funciona na internet (alguém sabe?). Mas acho que posso explicar com minhas palavras como funcionam as coisas, né? Aí num é plagear, é parafrasear... hahahaha
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Vou começar contando pra vocês como funciona o Relaxamento II, na verdade ele num é muito relaxamento, mas é assim que o terapeuta o chama. Vamos lá:
  • Como no relaxamento I, procure um lugar tranquilo e confortável
  • Deite-se de barriga pra cima, com um travesseiro debaixo da cabeça e um dos joelhos
  • Respire fundo algumas vezes, até que seu corpo esteja mais calmo
  • Utilize esse tempo da respiração pra se concentrar no seu corpo, uma boa forma de fazer isso é tentar "observar" o ar entrando e saindo de seus pulmões
  • Comece contraindo os pés e vá "subindo", contraia pernas, coxas, bumbum, barriga, peito, mãos, braços, ombros, pescoço, maxilar, nariz e testa
  • Se tiver dificuldades em saber como contrair, dê uma olhada no relaxamento I
  • Segure um pouco o corpo todo contraido (no começo é difícil sustentar a contração)
  • Vá relaxando cada grupo muscular, um de cada vez, desde os pés até a cabeça
  • Repita isso três vezes
  • Respire profundamente algumas vezes
  • Agora contraia o braço direito e o braço esquerdo, deixando os demais músculos relaxados
  • Segure um pouco contraído, depois relaxe
  • Agora contraia o braço direito e a perna direita
  • Segure um pouco contraído, depois relaxe
  • Agora contraia o braço esquerdo e a perna esquerda
  • Segure a contração por alguns segundos e relaxe
  • Contraia então o braço direito e a perna esquerda, lembrando sempre de deixar os outros músculos relaxados
  • Segure a contração e depois relaxe
  • Contraia o braço esquerdo e a perna direita
  • Segure, depois relaxe
  • Contraia as duas pernas
  • Relaxe
  • Respire profundamente algumas vezes e pronto!

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No começo, esse exercício é bem dificinho, depois vai ficando moleza! hehehe É bom porque ele faz com que você aprenda a ter controle sobre o seu corpo e determinar qual grupo muscular ficará contraído enquanto os outros ficam relaxados. Acho que o objetivo é que na hora H a gente consiga deixar a danadinha relaxada, enquanto os outros músculos continuam trabalhando! haha

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Ah! Eu costumo fazer esse exercício primeiro e depois o relaxamento I, pq esse normalmente me deixa mais tensa do que relaxada, mas aí eu faço o outro e fico bem! :) Veja como é pra você, se ficar tensa ou com dores em alguns músculos, tente fazer o relaxamento I logo em seguida, comigo funciona!

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Bom, gente, é isso aí! Vou ver o que mais acho de interessante no livro pra mostrar pra vocês, ok? Ah! Vou ver tb se acho a explicação das fases de excitação (com figuras) aqui na net pra que vocês possam ver como é!

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Bjs

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quarta-feira, 24 de março de 2010

Tô aprontando...

Pessoal!
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E a história de não poder brincar com o marido colocando aquilo naquilo? Alguém lembra disso? Eu esqueci completamente! Lá em casa, tá vida normal! hahahaha
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Esses dias a gente brincou de verdadinha (rs) e gente, num é que entrou bem mais do que de costume! Os dilatadores estão funcionando de verdade! Uhuuuuuuuul
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Aí, olha só a minha peripécia, depois da nossa brincadeira, eu tive a brilhante idéia de tentar utilizar o meu Backyardigan grandão! Ah, pensei, como já tá mais espaçosa, é possível que eu consiga, né? No começo doeu um pouco e parecia que não ia não, mas num é que foi? E foi quase tudo! Faltou só um dedinho! :D
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E tudo isso na frente do maridex! hahaha Ele ficou impressionado com o avanço, ele achou que não ia entrar não! hehehe
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Quando ele viu o azulão pela primeira vez, ele ficou impressionado com a grossura, até achou que era maior que o dele, mas nós medimos (hahaha) e num é não, o do marido é maior do que o maior de todos os dilatadores! Ai que medo! hahaha Bom, mas não é muito maior não, é só um pouquinho...
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Meninas, alguma de vcs sabem se é normal sentir dor bem lá no fundo? Pq eu estou sentindo, com todos os grandinhos eu sinto essa dor bem chata lá no fundo, incomoda bastante... Meu marido disse que tem mulher que tem desconforto quando encosta no colo do útero, mas será que eu sou "rasa"? Pq o maior tem 15cm de tamanho, e considerando que faltou um dedo pra colocar tudo, eu coloquei uns 14cm, será que já foi suficiente pra chegar no colo do útero? Vou perguntar pra minha gineco da próxima vez que eu for até lá, mas se alguém souber e puder me adiantar, eu agradeço...
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E vamos lá pessoal! Um passo por dia e eu chego lá!
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Bjs
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terça-feira, 23 de março de 2010

Meus amiguinhos os Backyardigans...

Bom dia, meninas! .
Essa vocês vão achar que eu sou mesmo uma criança! hahahaha Bom, deixa eu explicar. Antes de mais nada: não, eu não assisto os backyardigans! hehehe O fato é que eu gosto de dar nome pra tudo nessa vida, meu celular tem nome, meu carro tem nome, todo ser inanimado da minha vida ganha um nome e uma forma de tratamento bem carinhosa! rs
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Aí que chegou o meu kit de dilatadores! Uhuuuuul Foi uma novela, era pra chegar na quarta, mas deu problema no correio e não chegou, aí chegou na quinta, mas eu não podia ir buscar, aí me matei e consegui ir na sexta! :)
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Quando abri a caixa e olhei pra eles, achei eles tão lindos que tive logo que arrumar um nome pra eles, né? Aí lembrei que a K. chama os dela de amiguinhos e pensei "poxa, os meus amiguinhos são tão coloridinhos... parecem os backyardigans!" e assim eles ganharam esse nome! hahahaha Ai, ai, ai, se o cara que criou esse desenho imagina que eles viraram nome de dilatadores! kkk
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Bom, agora deixa eu contar como foi. Fui lá na agência peguei o pacote (que era muito maior do que eu esperava) e fui pra casa. Eu tinha levado uma sacola pra colocar o pacote, mas não coube, nem na sacola, nem na mochila, então fui carregando na mão mesmo. Gente, eu nunca fui assaltada na vida, mas vcs tinham que ver meu pânico de alguém me roubar o embrulho! hahaha
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Eu tinha um monte de coisas pra comprar na avenida, a caminho de casa, mas até esqueci de tão preocupada que eu tava com o pacote! E aquele papel amarelo de correio chama uma atenção! Minha nossa, que nervoso! Teve até uma hora que passou um cara correndo perto de mim, quase que eu sai correndo tb! kkkk
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Bom, cheguei na casa da minha mãe inteira e com o pacote! :D Como não tinha ngm lá, nem preciso dizer que fui direto testar a nova aquisição, né? Li todo o manual (é bem pequeno), peguei uma toalha limpinha e fui pro banheiro, tomei banho, lavei bem os brinquedos (hehe) e comecei a testar.
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Primeiro foi o amarelinho e vou ter que dizer que foi bem fácil! Mas não fiquem tristes, viu? Volto a dizer que já estou um pouquinho mais avançadinha nessa área, mas que no começo num entrava nadica de nada! Fui evoluindo aos poucos, até chegar onde estou agora (que ainda não tá bom). Fiquei um tantinho de tempo com ele (uns cinco minutos), fiz os "exercícios" indicados no manual (colocar e tirar, rodar, etc, etc) e pronto.
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Tirei, lavei direitinho, sequei, coloquei no plastiquinho e fui pro vermelhinho (é, num é muito vermelho, mas tô falando assim pra não confundir, pq tem outro rosa...). De novo foi tranquilo, fiz os exercícios, fiquei uns cinco minutos (fui andando pela casa, deitei no sofá, assisti TV), mexendo o quadril de vez em quando pra ver como tava tudo lá dentro (hehehe) e beleza.
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Tirei e fui pro próximo. Aí vc pensa: "o quê? a doida experimentou todos no mesmo dia?", é, gente, a doida aqui fez isso mesmo, eu queria saber como ia ser com cada um, mesmo que só entrasse um tantinho, eu resolvi testar todos! Bom, era a vez do azul calcinha, de novo não tive muita dificuldade, fiquei lá um pouco mais de cinco minutos, fiz os exercícios e tal e coisa e fui logo pro próximo! rs
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Aí foi a vez do roxinho. Esse foi mais difícil. Coloquei quase tudo e aí no finalzinho doeu um pouco. Tirei e tentei de novo (o negócio é persistir) e aí foi até o fim, mas doeu o finalzinho, como se tivesse encostado no fundo, sabe? Acho que não é possível pq ele é pequeno, mas quem sabe... Senti um incômodo bem chatinho... Bom, sai andando com ele pela casa como com os outros. No começo, parecia um pinguim! hahaha Andando toda dura, pq se mexesse doía, mas aí fui me acostumando. Com esse fiquei uns 15 minutos pra me adaptar bem, mas confesso que não cheguei a me sentir 100%, mas tudo bem...
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Ah! Esqueci de dizer que estava sem lubrificante! Na casa da minha mãe não tinha... desculpe se é nojento dizer, mas vou contar tudo... a partir desse roxinho, tive que usar um pouco de saliva como lubrificante, pq começou a ficar difícil.
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Bom, aí fui pro rosa. Ai, gente, como pode, né? Achei o rosa completamente impossível! Quando encostei a pontinha dele na entrada foi como se minha amiguinha dissesse: "colega, esse num vai rolar!" hahaha Bom, aí como num tinha lubrificante, eu tive que dar uma animada na minha amiguinha pra gerar uma lubrificação natural, aí fui lá e consegui! Não entrou inteiro não, faltou uns dois centímetros. Além disso, eu não consegui fazer os exercícios não, não via a hora de tirar aquilo!
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Tá, aí fui ver como era com o "grandão". Gente, como eu achei ele enorme! Vixe, Maria! Bom, foi igual ao rosa, praticamente pude ouvir ela dizendo que não ia entrar de jeito nenhum, mas fui tentando, tentando, tentando e consegui colocar um tantinho, entrou 1/3, mais ou menos. Acredito que é esse tanto que entra o de verdade... Nem preciso dizer que não via a hora de tirar, né?
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Tirei, lavei e guardei tudo e fiquei saltitante de felicidade! Resolvi que não utilizarei os três primeiros, somente os três últimos. Vou praticar bem com o roxinho, até ficar confortável e sempre vou colocar os outros dois pelo menos um tantinho, pra ver como ela se comporta!
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Sabe que depois fiquei pensando que se eu insistisse o azulão entraria todo também, mas por outro lado não tinha necessidade de tanta pressa, quem esperou até agora, pode esperar mais um pouco. Mas o que eu quero dizer pra vcs é que por mais que pareça que não cabe, cabe sim! Por mais que pareça que a vagina de todas as mulheres é elástica e a nossa não é, pode ter certeza que ela é sim! Em todos eles, é um pouco desconfortável no começo, mas se vc ficar quietinha, paradinha por um tempo e depois tirar e colocar de novo, vc vai ver como vai fácil! Ela se adapta de verdade!
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Ai, gente! Tô mega feliz! Tô sentindo que minha cura tá SUPER perto! Torçam por mim, viu?
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Bjs
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segunda-feira, 22 de março de 2010

11.ª Consulta com o Terapeuta

Olá, pessoal!
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A consulta de quinta passada foi atípica. Pela primeira vez em quase três meses eu não saí de lá odiando o terapeuta! Não é incrível? rs
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O fato é que ele tirou o dia pra me elogiar, dizer que gosta de ver meu esforço, que está muito orgulhoso e feliz com o fato de eu estar pintando minhas unhas com cores escuras, que é uma coisa que eu não costumava fazer (hoje elas estão cor de vinho) e que demonstra que eu estou empenhada.
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Outra coisa, na última consulta (acho que não mencionei), ele havia dito que eu sou uma pessoa muito inconstante, que tem momentos que me comporto como mulher e em outros como menina. Tudo isso pq eu disse a ele que quando saio com meu marido, eu capricho na make-up, pq eu gosto de destacar os olhos, passo tudo que tem direito: base, corretivo, pó, blush, rímel, lápis, sombra, batom, gloss...
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Aí nessa consulta chegamos a conclusão que no dia-a-dia eu não faço isso porque eu tenho preguiça e essa preguiça, na verdade, é um indicativo de que a vaidade não faz parte das minhas prioridades, afinal ficar toda bonitona num é uma prioridade de uma menina, né? Já de uma mulher... então resolvi me organizar pra me arrumar mais! :)
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Fora isso, aconteceu outra coisa que eu adorei, evolui na massagem! A partir dessa semana vamos começar uma nova sequência (sempre daquele jeito: nada, depois creme, óleo e talco) e agora todas as partes do corpo estão liberadas! Êeeeeeeeee, agora vai ficar mais divertido! hehehe
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Bom, a consulta foi bem legal, MAS eu não vejo a hora mesmo é de me curar e não ter que ir mais! É tão carinha... quero usar esse dindin pra outras coisas... hihihi
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Bjs, amigas, e obrigada por estarem sempre aqui!
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segunda-feira, 15 de março de 2010

Voltei!

Oi, genteeee!
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Meninas, tô até com vergonha de vir aqui falar com vocês depois de tanto tempo! Que sumiço feio, né? Ah, gente, foram tantos os motivos...
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Primeiro, passei por uma fase grave de desmotivação no trabalho e decidi prestar um concurso pra sair daqui, a partir daí comecei a estudar religiosamente todos dias em todos os segundos vagos que eu tinha na vida, isto é, não sobrava tempo pra mais nada!
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Além disso, organizei o chá de cozinha de uma amiga e o chá de bebê de outra. Os dois, eu organizei em dupla com uma amiga da amiga (deu pra entender?) que eu nem conhecia pessoalmente... então imagina a intensa troca de e-mails?
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Daí, pra ajudar, a fonte do carregador da bateria do meu note resolveu pifar e eu fiquei fora do ar em casa... Só pra colocar fim em toda essa história emocionante, me veio uma TPM arrebatadora!! Nem preciso dizer nada mais, né, meninas? Foi um sufoco, mas já passou...
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Na semana passada tive minha consulta como sempre. O início da consulta foi até engraçado! Mas deixa eu contextualizar, pra vcs poderem entender. Aqui onde eu trabalho, tenho que me vestir social, mas eu não gosto de andar de salto na rua, de ficar de salto o dia todo e tudo mais, acho muito cansativo. Então costumo vir de terno e tênis (hehehe, isso mesmo! terno e tênis) pq é muuuito mais confortável e chego aqui, abro minha gavetinha e escolho o sapato (tenho três na gaveta, um sem salto, um de saltão e uma sandália de salto). Na hora de ir embora, é o inverso, calço o tênis e vou pra casa feliz! rs Como vou pra terapia direto daqui estou sempre de calça social, blusinha (sem o paletó por causa do calor), mochila e tênis. Dessa vez, estava de calça curta (esqueci como se chama) e sandália de salto aqui no trabalho e resolvi ir assim pra terapia, pq tinha tempo de sobra e não precisava andar rápido.
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Bom, quando cheguei na consulta o terapeuta SÓ olhava pra minha sandália, me elogiou e tal e coisa, achei muito engraçado pq nunca tinha contado pra ele que não trabalhava assim e ele achou q eu vivia com o mesmo tênis sempre! kkkk Bom, tá, aí contei pra ele que não é assim, que tenho noção que não dá pra trabalhar de tênis no emprego que estou e tudo mais.
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Aproveitei e contei pra ele que essa semana estava limpando o armarinho do banheiro e tive que jogar um monte de esmaltes fora, pq tava tudo vencido e decidi então pintar a unha com mais freqüência, aí pintei a unha de uma cor bem forte e todo mundo elogiou.
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Gente, o terapeuta me olhava como se eu fosse outra pessoa, como se de repente eu tivesse virado uma mulher só pq eu estava de sandália e porque tinha pintado a unha de uma cor que não fosse a basesinha de sempre! Aff...
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Bom, tá, críticas virão num próximo post, deixa eu me concentrar tão somente no que aconteceu: o mote da semana era observar mulheres na rua, no meu dia a dia, em shopping, na rua, no mercado, no trabalho, em todos os lugares. Daí eu tive que falar pra ele o que eu observei, como eram as mulheres, se eu as admirei, porque e se eu queria ser igual a elas.
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Resumindo: ele acha que eu tenho que ser mais vaidosa, pq mulheres são vaidosas e meninas não e ele acha que o fato de eu não ser vaidosa não é uma característica minha e pronto, é, na verdade, uma forma de negação à minha condição de mulher e uma tentativa de me preservar menina. Ele não disse isso claramente, óbvio, mas é isso que ele acha. Nem preciso dizer que eu não acho, né, pessoal? Essa semana sem falta eu farei o meu post de críticas! hehe
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Outro ponto alto da sessão foi quando eu disse a ele que não gosto muito de ambiente de salões de beleza pq as pessoas só falam de novela e da vida alheia e ele me disse que tb vai a salões e ngm fala disso com ele. Quando ele me perguntou pq elas não falam disso com ele, eu disse que: "pq vc é menino!". Gente, é uma brincadeira minha esse negócio de se referir a todo mundo como menino e menina, e ele já achou que é um fator inconsciente da minha infantilidade. Humpf!
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Outro ponto de destaque foi quando ele me perguntou se eu gosto de ser desejada e eu disse que me sinto um pouco desrespeitada quando alguém mexe comigo agora que eu sou casada. Ele achou isso um absurdo sem fim e aí eu fiquei pensando é muita caretice querer ser desejada somente pela pessoa que vc ama? é feio querer ser sensual somente pra pessoa que vc ama? é infantil ou errado não ficar prestando atenção em outros homens? Sinto muito, mas eu faço jus aquelas cenas de novela que dizem "só tenho olhos pra vc" e não tenho vergonha nenhuma disso! Humpf de novo! hahaha
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Bom, devo ter esquecido um monte de coisas, mas depois volto contando mais! Minha chefe tá impossível hoje!
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Bjs a todas
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

9.ª Consulta

Bom dia, meninas! Tudo bem? Ontem foi a minha 9.ª consulta e hoje eu vim aqui contar pra vocês como foi. Confesso que não estou muito animada não, foi uma consultinha bem banal, sei lá...
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Começamos falando sobre a consulta com a ginecologista, eu estava mega animada com as coisas que tinham acontecido e queria contar tudo logo pra ele e tal e coisa. Aí ele me disse que estava feliz pelas minhas descobertas, pelo fato da consulta ter me feito confiar mais em tudo e tralálá, MAS ele acha que o atraso dela é um fato imperdoável e que eu tenho que encontrar outra médica, que não dá pra ficar aguentando um desrespeito desse e etc, etc.
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Gente, eu concordo com ele, acho um absurdo ficar esperando tanto, MAS eu amei tanto a médica... e ela me entendeu tanto, foi tão legal... Aí o psico veio com aquela história da terapia comportamental cognitiva, do reforço positivo, e disse que enquanto as pacientes dela se sujeitarem a isso, ela não vai mudar. Ele tem razão, ele tem razão, mas pq ele não tem uma colega pra me indicar? Falei isso pra ele, claro, e ele resolveu que vai conversar com a gineco que tem consultório em frente ao dele pra ver o que ela sabe sobre o assunto, falei pra ele que estou disposta a ser a cobaia e ir à consulta com ela pra ver se presta. Agora vamos ver...
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Depois disso, ele repetiu aquela história de que só homens coniventes ficam ao lado de mulheres vagínicas e eu tb não economizei em dizer que é óbvia e cansativa essa constatação dele, visto que só há duas constituições possíveis na vida de uma mulher vagínica: ou ela tá sozinha ou está com um homem "conivente", pq se ele num fosse conivente já tinha me largado, não? Como eu tava num momento meio "fúria" (hahaha), aproveitei e perguntei se ele realmente achava que um marido não conivente ia me curar do vaginismo e finalmente ele foi claro em admitir que não, namorados/noivos/maridos não coniventes só fazem a angústia da vagínica aumentar e é isso que a move em direção da busca pela cura. Ou seja, chega de falar que meu marido é uma espécie de co-responsável, pq ele num é nada disso não! Fim do momento fúria! rs
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Bom, aí falamos sobre a minha mágica constatação a respeito do meu personagem infantil que é capaz de conseguir tudo que consegue com essa vozinha gute-gute que eu tenho (hahaha), ele ficou feliz por eu ter descoberto e admitido isso. Mas eu passei por um novo momento contestador e perguntei se sinceramente ele acha que eu preciso parar de falar feito uma criança de 7 anos (como ele mesmo disse) pra superar tudo isso. Pra minha felicidade, ele disse que não, que o que precisa ser feito é eliminar as minhas motivações pra ter esse comportamento. Ok, vamos lá, tô me esforçando pra isso!
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Aí veio a pergunta mais odiada por mim em todos os dias da minha vida de terapia: "E COMO VC SE SENTIU COM ISSO?". Primeiro que eu nem sabia de que "isso" ele tava falando... aí ele me explicou que queria saber como eu me senti quando descobri porque eu falo que nem criança e eu disse que não gostei muito de admitir que gosto que as pessoas tenham pena de mim e que me considerem frágil e incapaz. Ele insistiu em perguntar qual o sentimento. E eu por fim achei o sentimento de vergonha e ele pediu pra eu DESCREVER como é o sentimento de vergonha. Ah! Gente! Vergonha é vergonha, ué! Como é que explica isso? Ai, num sei fazer isso, gente... tem alguém aí que pode me ajudar? Me ensinar como é que se codifica sentimentos em palavras?
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Isso me cansa horrores, ele sabe disso, mas ele disse que vai ficar cutucando essa ferida, até a gente conseguir resolver essa questão. Pior é que eu não sei como resolver, sabe? A única coisa que eu consegui pensar que poderia ajudar é ter um caderninho e utilizá-lo pra anotar o que eu estiver sentindo NA HORA em que eu estiver sentindo, acho que talvez assim seja mais fácil de identificar... o que vcs acham que eu poderia fazer pra desenvolver isso? Preciso mesmo de ajuda pq sinto que enquanto ele não achar que eu evolui nesse sentido, ele não vai mudar de assunto e eu não vou sair dessa terapia nunca na vida... Humpf!
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Tá negativo esse meu post, né? Não liguem não, é que sempre que eu saio da terapia é assim: eu fico com um misto de sentimentos, fico feliz com algumas coisas, fico com raiva por outras, fico triste por outras tantas... é assim mesmo! O que importa é que eu não vou desistir por nada desse mundo! :D
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Bom, gente, é isso aí! Falamos de mais um monte de coisinhas, mas nada de mega importante que eu tenha que vir dizer pra vcs. Vejam a lição de casa da semana:
  • ler dois capítulos do livro
  • fazer massagem no marido, frente e verso, com creme
  • fazer o relaxamento II três vezes (o I ele disse que não precisa mais, que é pra focar no II, mas eu gosto tanto que eu vou continuar fazendo)

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Vou aproveitar pra dar uma revisada nos capítulos anteriores e marcar uns assuntos pra conversar com ele, era pra eu ter feito isso semana passada, mas acabei não fazendo...

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Consulta com a ginecologista

Genteeeem!
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Nem comecem a ler esse post se não estiverem prontas pra ficar um tempão aqui! Porque ele vai ser enooooormeeeee!! Tenho tanta coisa pra contar sobre a consulta de ontem! Vou contar pra vocês tudo o que aconteceu e tudo o que eu aprendi! Só não vale rir das minhas dúvidas bocós que denotam toda a minha ignorância ginecológica! hahaha
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Sentadas e bem acomodadas? Então vamos começar! Meninas, me desculpem se eu for e voltar nas histórias ou se ficar algo meio confuso, mas é que eu tenho mesmo muito o que contar! Se ficar devendo alguma coisa, podem me cobrar depois, ok?
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Bom, a médica nova foi indicação de uma amiga, marquei a consulta há mais ou menos 1 mês. Cheguei lá 25 minutos antes do meu horário, pois afinal sou uma mocinha muito pontual! hehe (se meu terapeuta vê eu dizendo mocinha, ele me esfola! haha) Imaginem só que horas eu fui atendida? Quase 4 horas depois!!! Gente! Tava louca da vida, achando um abuso, um ultraje, uma falta de respeito! Pensei em fugir, ir embora, só que fiquei analisando se de alguma forma estava querendo fugir mais por medo do que por impaciência. Aceitei que tava mesmo era com um medão danado e decidi me obrigar a ficar ali quantas horas fosse preciso, afinal tinha sido difícil arrumar uma indicação boa perto do trabalho, tinha demorado pra eu conseguir a consulta e eu precisava tomar vergonha e cuidar da saúde.
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Beleza. Quando tava quase na hora de ela me chamar, fui até a recepcionista ver quantas faltavam pra minha vez e veio a primeira saia justa da noite. A recepcionista queria saber se eu iria fazer o papanicolau ou não porque a minha consulta era particular e eu tinha que pagar antes. Obviamente eu não sabia essa resposta, aí disse pra ela que queria falar com a médica primeiro. Aí ela me perguntou se fazia mais de um ano do meu último papa, eu disse que sim e ela disse que então eu tinha que fazer e eu insisti que queria falar com a médica. Como ela não desistia, resolvi que não ia fazer papanicolau nenhum e que se ela queria tanto o cheque, eu preenchia logo (bem brava mesmo).
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Depois do pitizinho, logo foi a minha vez. Subi as escadas, entrei na salinha e quem me atende? Uma enfermeira pra fazer a tal da triagem... Ela me perguntou idade, idade da primeira menstruação, estado civil, método contraceptivo e quanto tempo fazia desde o último papanicolau. :S Pensei em dizer que fazia 27 anos, mas achei que a menina não fosse entender! hahaha Como eram duas opções (+ ou - de um ano) e 27 é mais de 1, respondi: "+ de um ano" (hehe), aí ela disse que eu tinha que fazer o papa, de novo falei pra ela que queria falar com a médica primeiro e a moça toda doce me falou que a médica sempre pede papa pra quem está a mais de um ano sem fazer e eu insisti que queria falar com a médica antes. A mocinha era muito doce mesmo e me esclareceu que ela prepara as pacientes, troca a roupa e coloca na posição pra ficar fácil pra dra. coletar o material e eu (vermelha e incomodada, já) disse pra ela que realmente não iria fazer sem falar com a dra. Finalmente ela desistiu.
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Depois disso esperei mais uns 10 minutos até a dra. chegar. Eu já estava pensando em um jeito de fugir, não queria mais ficar ali, tava me sentindo péssima, com vergonha de tudo o que já tinha acontecido, arrependida por ter esperado e tudo o mais. Eis então que a médica entra no consultório, sorri, me cumprimenta e pergunta sobre o q? Oras, sobre o papanicolau! Foi assim: "Vc disse que faz mas de um ano que vc não faz papanicolau, né? Quanto tempo faz?" e eu disse: "então, Dra., a história é longa... na verdade, eu nunca fiz!" e ela perguntou o porquê e lá fui eu com a voz tremida e já meio embargada contar minha história...
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O mais legal foi ver as caras que ela fazia, gente! Ela sabia exatamente do que eu tava falando e em nenhum momento franziu a testa, nem depois da minha primeira e fatídica frase: "sou casada há um ano e meio e nunca tive relações sexuais completas com meu marido", todos os outros médicos me encararam como se eu fosse anormal e ela não. Ela me olhou como se eu fosse mais uma num mar de tantas outras sofredoras e isso me fez me sentir muito bem! :) Me senti uma pessoa normal...
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Quando eu terminei de falar, ela esclareceu algumas dúvidas (do tipo se eu não consigo nadinha de penetração, até onde eu já fui e tals) e por fim me disse que tem um monte de pacientes como eu e que eu não tenho que me sentir constrangida de nenhuma forma e que é importante que eu descubra que causas psicológicas estão por trás de tudo isso. Quando soube que eu estou fazendo terapia, ela ficou super contente, disse que eu estou no caminho certo e que já tenho algumas evoluções e que é isso aí, é perseverar, se tratar e ter paciência porque este num é um problema que se resolve do dia pra noite. Ela perguntou se meu marido participa das sessões, eu expliquei como é e ela disse que é muito importante que ele participe comigo, que a gente leia junto, que a gente converse sobre isso porque cada casal tem um encaixe e a gente precisa descobrir o nosso junto! Ou seja, ela não disse que eu sou incurável mas tb não encarou meu problema como uma banalidade! Ela acertou na medida!
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Quando usei o termo vaginismo, aconteceu uma coisa "interessante", ela virou pra mim e disse: "mas não é só vaginismo que vc tem!", confesso que um pânico passou pela minha mente e eu perguntei o que mais eu tinha. Ela me explicou com todo o carinho que por trás do vaginismo há muitas causas psicológicas que tem a ver com a minha infância, com a minha educação (e tudo aquilo que estamos cansadas de ler por aí) e eu entendi que o conceito dela de vaginismo está somente ligado à contração dos músculos. Achei interessante ver que mesmo tendo este conceito (que pra mim é errado) do vaginismo, ela não ignora as causas psicológicas e tem plena noção que não é possível se curar sem antes resolver essas pendências.
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Daí falamos sobre o papanicolau. Como disse a vocês ontem, eu queria muito fazer o exame, pq quero cuidar da minha saúde e ela me explicou coisas sobre isso que acho que vcs tb precisam saber. A dra. me perguntou se eu tinha algum corrimento e como a resposta foi negativa, ela disse que eu não preciso fazer o exame AINDA, que o exame é obrigatório após mais ou menos um ano de atividade sexual e nesse caso só vale a completa. Ela me contou também que, se for o caso de uma mulher ter vaginismo até os 35 anos de idade, por exemplo, aí é importante fazer o exame, porque com essa idade já é mais arriscado para as doenças do útero, mas que na minha idade ainda não é preciso ter pressa.
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Ela me contou também que um estudo diz que a maturidade sexual da mulher ocorre por volta dos 30 anos, considerando que ela tenha iniciado sua vida sexual aos 18 anos. Imaginem só! Precisa de 12 anos pra ser sexualmente madura! Não sabia disso e achei bem legal! Ela usou isso pra ilustrar que se pra uma mulher "comum" é preciso tanto tempo pra ter maturidade, porque eu tô com tanta pressa? Adorei! hehe
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Conversamos sobre como vai ser a partir de agora. Ela disse que é interessante que eu me consulte com ela de 6 em 6 meses, porque ela quer acompanhar essa minha evolução. Se eu tiver algum corrimento ou anormalidade antes desse tempo, eu tb devo marcar uma consulta. Segundo ela, é importante que a gente se conheça e que eu adquira confiança nela pra poder fazer o papanicolau. Ela disse que esse exame é super chato e incômodo pra todas as mulheres e que fazê-lo em mim ontem poderia, além de tudo isso, ser traumático, porque eu ainda não estou pronta. Então pra que forçar se ainda não há necessidade? Ela disse tb que fez uma anotação na minha ficha e que nas próximas consultas não terei que justificar tantas vezes pq não farei o papa, é simplesmente dizer "não, hoje não vou fazer o papa" e ponto final. Aí quando eu entrar na consulta, se nós duas acharmos que podemos tentar, é simples, a gente vai lá e tenta! Ela falou que tem várias pacientes que ela tenta num dia não consegue, aí a paciente vai no dia seguinte e tenta de novo e vai assim até conseguir. Que ela já está acostumada com esses casos e que o negócio é não ter pressa! :D
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Ah! Ela me explicou uma coisa sobre os preparativos pro papanicolau que eu não sabia direito... Li na internet que pra fazer esse exame precisamos ficar de 3 a 5 dias sem relações sexuais. Eu, do alto da minha inocência, achei que era sem relação nenhuma (afinal, pra uma vagínica, relação sexual num é penetração, né?) e ela disse que só não pode haver ejaculação lá dentro, se não quando coletar o material vai ter espermatozóides vivos lá (eles duram 3 dias), então transar com camisinha pooooode! rs
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Ela me contou vááários casos de outras pacientes dela pra ilustrar e eu vou contar os que eu lembrar pra vcs. Na hora em que estava me dizendo que não precisava ter pressa pra fazer o papanicolau, ela disse que teve uma paciente que tinha que fazer o exame e naquela época o espéculo era de metal (hoje é descartável - deve ser de um tipo de plástico) e que a mulher teve uma contração involuntária tão forte que quebrou o espéculo dentro dela, e até machucou a vagina! Chocante, né? Ela contou tb de uma outra paciente que aos 45 anos (15 de casada e desde sempre se tratando com a mesma médica) ainda tinha vaginismo e a médica teve que anestesiá-la pra fazer o exame! Eu até perguntei se ela não se curou e a médica disse que o primeiro passo pra curar é admitir que tem um problema e que precisa de ajuda e essa paciente nunca conseguiu isso... :( Ela contou um outro caso de uma japonesinha que começou a fazer uma série de exames pra saber porque não conseguia engravidar e não dava pra entender porque ela não tinha nenhum problema, depois de muuuito tempo a médica descobriu que a paciente só praticava sexo anal! :S Até onde vai a ignorância da mulher, né? (e, que fique claro, não estou me excluindo das ignorantes)
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Bom, daí mostrei meus exames pra ela (que o outro gineco havia pedido), ela me receitou um remédio pros cistos que eu tenho nos seios (nada grave, gente, já tive mil vezes e só vai se curar completamente quando eu amamentar), disse que meu útero e ovário são normais, então, a priori, não há com que se preocupar.
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Falei pra ela de umas dores que eu tô sentindo (bem embaixo na barriga e nas costas) e a vontade de fazer xixi toda hora, e ela explicou que isso é cistite e infecção urinária, ela me pediu um exame de urina e me deu um remedinho, que bom pq eu não aguento mais essa dor chata... Aí começamos a investigar minhas possíveis causas e como eu bebo muita água e não sou de segurar o xixi, chegamos a algumas conclusões que tb são importantes para vocês:
  • exercícios de Kegel não podem ser feitos com frequência durante a micção, se não provoca uma espécie de refluxo na urina que pode causar infecção
  • depois de namorar o marido (mesmo que seja só uma brincadeirinha ali na portinha) é sempre bom fazer xixi, aí se alguma bactéria entrou, a gente coloca pra fora!

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Já no final da consulta, quando estávamos de pé pra sair, ela me disse que as pessoas que sofrem desse problema costumam procurar soluções na internet com o que ela chamou de "Dr. Google" (hehe), mas que esse assunto ainda não é muito abordado, e as informações não são muito claras... Aí tive que falar do blog, né? Ela achou mega legal a nossa iniciativa e que daqui a pouco eu vou dar palestras a esse respeito! haha Eu disse pra ela que se aparecer alguém lá com dificuldade de encarar que tem esse problema pra indicar o blog que a gente ajuda a pessoa! Né?

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Então, gente, apesar de tudo o que aconteceu (a espera e as perguntas chatas), eu gostei muuuito dessa médica, finalmente alguém que me entende, que sabe do que eu tô falando e que tem experiência com gente como eu! :) Tô encarando as coisas chatas que aconteceram com as atendentes como um teste pra ver se eu tava bem convicta! hahaha E eu passei no teste! Nada é fácil pra gente mesmo, né, pessoal? Então pq eu vou reclamar? Foi difícil mas valeu a pena!

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Bom, acho que foi isso! Se eu lembrar de mais alguma coisa, posto depois, tá?

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Bjs!

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Ginecologista novo!

Oi, meninas!
Obrigada pelos comentários no post de ontem, realmente vcs têm razão, não posso me conformar com o tantinho, tem que conseguir tudo, tudo, tudo! rs Afinal com um tantinho só vai escorregar e eu não vou conseguir me segurar no lustre! hahahaha Bom, vou me esforçar pra cumprir direitinho essa tarefa, mas e se eu der uma escapadinha de leve, será que interfere muito? rs (safadinha...)
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Então, hoje vou a uma ginecologista nova. Estou com muita esperança de que esta seja uma das boas! Até combinei com o psico, que vou chegar lá e explicar o que eu sinto, sem dizer que é vaginismo, só pra ver o que ela diz a respeito, aí dependendo de como for, eu explico que estou fazendo terapia e tudo mais...
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O meu objetivo principal com ela é fazer o tal papanicolau... meninas, não é porque a gente tem esse problema que precisa deixar a saúde de lado, não é? Com essa história do meu "tantinho", meu marido já ejaculou váááárias vezes dentro de mim, o que quer dizer que a minha vagina está sendo usada (subutilizada, mas td bem... kkkk) Ou seja, estou arriscada a ter doenças como qualquer mulher, não?
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Então, não sei se eu contei aqui, mas há pouco tempo, voltei no meu ginecologista de sempre. Foi a pior consulta de todas que eu já tive com ele, primeiro pq ele me olhou como se eu fosse um ET quando eu disse pra ele que ainda não tinha resolvido meu problema. Expliquei pra ele sobre o vaginismo, disse que estava fazendo terapia e tal e coisa, mas vocês acreditam que o danado ainda não acreditou no problema? Ao invés de ele ir lá me examinar (como fez um outro que eu consultei certa vez), ele fez um pedido de uma tal vulvoscopia, dizendo que com esse exame teríamos uma clara visão e poderíamos ter certeza.
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O danado ainda teve a cara de pau de me dizer que não me conhece o suficiente pra ter certeza do que eu tenho pq eu fui poucas vezes lá (gente eu vou lá desde 2000, praticamente todos os anos), sendo que eu me lembro de ter reclamado pra ele umas 4 vezes pelo menos das dificuldades, meu marido até chegou a ir numa das consultas (antes da gente se casar) e explicar sobre o vaginismo (ele tinha ouvido uma reportagem no rádio) e tudo que o Dr. sabia era receitar o de sempre "relaxa e usa esse lubrificante aqui"...
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Aí eu contei a ele que queria fazer o papanicolau e ele disse que não ia fazer pq não podia sendo que eu não conseguia ter uma penetração, perguntei pra ele (eu não desistia, gente, vcs precisavam ver) sobre o espéculo de virgem e ele disse que não tinha, mas que não era nem questão disso, pq não era o momento de fazer esse exame.
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Ai, gente, fiquei tão louca da vida com ele que não vou voltar lá nunca mais. Peguei os pedidos médicos que ele me deu, fiz os exames e tratei de procurar outra médica. Aí vou levar os resultados pra ela ver hoje, mas naquele eu não volto nunca mais! Pior que ele trata praticamente todas as mulheres da minha família, sabe? Mas eu fiquei pensando se vale a pena eu me tratar com um médico que não se atualiza, que não ouve a paciente, que não enxerga o que tá na cara dele! Vou ter filho com um doido desse? Não mesmo!
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Aí falei pro meu marido que vou comprar um livro sobre vaginismo, escrever uma dedicatória bem carinhosa (não tô sendo irônica, é carinhosa mesmo, pq eu gosto dele e acho que ele deveria ser um médico melhor) e mandar pelo correio pra ele, o que vcs acham? Meu marido acha que é perda de tempo e que ele nem vai ler porque ele é autosuficiente demais pra isso...
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Bom, estou numa expectativa danada com relação à consulta de hoje. Quero muito que a médica seja A médica, sabe? Que ela saiba sobre o vaginismo, que ela me entenda, que ela faça o exame, que eu não sinta dor e que a minha saúde esteja boa! Será expectativa demais? hahaha
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Amanhã venho contar pra vocês como foi a consulta, tá?
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Bjoquinhas!
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