Guia para Autoexploração - Linda Vallins
Bom dia, meninas!
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Tenho que agradecer a R. pelo post de hoje, afinal, foi ela que selecionou essa parte do livro como sendo de suma importância na recuperação dela, ela que transcreveu e tudo, eu só tô fazendo a preguiçosa e colando aqui! (hahaha - querida R, eu fiz algumas pequenas mudanças, ok?) Espero que ajude, viu? Ah! E quem tiver sugestão de post, pode mandar pro meu email!
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O que vem a seguir é um guia para autoexploração e foi criado pela autora (Linda Vallins) com a ajuda do Dr. Prudence Tunnadine, diretor científico do Instituto de Medicina Psicossexual de Londres.
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- Escolha um lugar quieto, onde você possa ficar segura e relaxada. Descubra uma posição que permita que sua área pélvica fique relaxada e aberta (agachada é melhor). Ache sua abertura vaginal com os dedos, de forma que você possa ver claramente (use um espelho, se desejar). Pergunte a si mesma como se sente. Se você achar alguma etapa difícil, pare e pergunte: "Por que é difícil?". Se você estiver assustada para prosseguir, não force e tente não se sentir mal com relação a suas ansiedades. Talvez você possa tentar outra vez amanhã.
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- Se, por outro lado, você prosseguir, toque a entrada da vagina delicadamente e depois pressione o dedo para dentro da abertura. Não aparecerá um orifício até você pressionar o dedo para dentro. Lembre-se: a vagina é um espaço potencial. Se os músculos imediatamente entrarem em espasmo, descanse. Um pouco de lubrificação pode ajudar. Você consegue continuar? Se não consegue, neste ponto tente "ficar" com o espasmo. Às vezes, contrair de propósito e depois empurrar pra baixo ajuda a relaxar a musculatura. Se você estiver ansiosa demais, pare e tente outra vez, noutro dia.
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- Se você puder continuar, tente empurrar o dedo pra dentro e segurar um pouco, como se estivesse puxando alguma coisa para fora da vagina. Deixe a ponta do dedo lá por alguns minutos, para acostumar-se com a sensação. Você sentiu desconforto até aqui? Se sentiu, tente imaginar o que o poderia estar causando.
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- Conscientemente tente contrair mais os músculos, de forma que possa sentir, com o dedo, que eles estão sob seu controle. Seu dedo escorregará para dentro à medida que os músculos forem se abrindo. Saiba que estes músculos estão sob seu controle. Meia polegada agora será o suficiente. Como se sente? Pratique a contração e o relaxamento da musculatura.
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- Parabéns, se você chegou até aqui, está indo muito bem.
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- Agora que você atingiu este estágio, já deve ser fácil inserir o dedo com rapidez. Sinta como o interior da vagina é elástico. Você se sente ansiosa? Pode imaginar por quê? Se, neste estágio, você se sentir assustada e for incapaz de continuar, tente não se sentir vencida. A natureza do vaginismo pode fazer você querer lutar e conseguir sozinha, e sentir desespero e vergonha se não puder fazê-lo. Tente conversar sobre estes sentimentos com um terapeuta ou com um ginecologista compreensivo (ou com uma amiga, tipo eu! :D)
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Fonte: VALINS, Linda. Quando o corpo da mulher diz não ao sexo. Compreendendo e superando o vaginismo. Rio de Janeiro: Imago, 1994, pp. 215-216.
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Bom, se essas dicas funcionarem pra você, você pode tentar avançar, colocando primeiro dois dedos, depois três...
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Tomara que este post ajude vocês, queridas! E em breve eu voltarei com mais trechos interessantes desse livro, ok?
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Bjs

