sábado, 15 de janeiro de 2011

A história da Priscila

Bom dia, pessoas!
.
Mais um depoimento de uma amiga querida! Fiquei muito feliz com tua cura, Pri! Aproveita muito aí, viu? hehehe

"Me chamo Priscila, tenho 22 anos, sou casada há 1 ano e descobri o vaginismo depois de mais ou menos 6 meses de casamento. Primeiro pensava que não conseguia a penetração por causa do hímen mas, pesquisando, encontrei os blogs da K., Amor Perfeito e da Dani e assim descobri o nome do problema:VAGINISMO.

Daí então comecei a pesquisar o tratamento, embora tenha descoberto que a terapia fazia parte dele optei por não fazê-la. Mas de certa forma, as meninas me ajudaram muito nessa parte, as três foram as minhas terapeutas!

A Dani me passou alguns exercícios, o primeiro objeto que consegui introduzir foi o cotonete, depois eu li no blog da Dani sobre os dilatadores coloridos e decidi comprá-los. Eles chegaram em junho e foram essenciais no meu tratamento.

O primeiro dilatador foi fácil, na verdade, até o terceiro foi mais tranquilo, os mais difíceis foram os maiores: o lilás, o rosa e o último, o azul. Não me lembro ao certo quanto tempo demorei com cada um deles, mas do rosa para o azul levou mais tempo que os outros, pois o último parecia impossível. Eu tentei o azul por três vezes e nada, mas insisti até conseguir. Este foi muito dolorido da primeira vez, e também das outras, pois ardia bastante, mas consegui colocar quase todo, só faltou o equivalente a largura de um dedo.

Mesmo não conseguindo introduzir o azul 100%, tentei com o de verdade e, para minha surpresa e alegria, nós conseguimos em outubro, ou seja, demorou 4 meses depois que recebi os dilatadores! E foi maravilhosa a sensação de vitória, depois de tantas lágrimas, sentimento de inferioridade, solidão, insegurança, vergonha por não ser "normal"... mas é possível vencer o medo e a ansiedade, esses foram meus maiores obstáculos. É claro que também é preciso vencer o desânimo, pois é difícil fazer os exercícios todos os dias e ainda lidar com conflitos que surgem em nossa cabeça, com relação ao marido e etc.

Espero que esse depoimento incentive tantas outras que ainda estão na caminhada em busca da cura, não desanimem, se esforcem, pois a recompensa só vem para os que não param no meio do caminho, mas continuam até alcançar o prêmio, e este é conquistado um pouquinho por dia, sem pressa mas com muito esforço e dedicação.

Beijos e que Deus abençoe a todas!"

.
Obrigada, Pri! Deus te abençoe também, minha querida! E vc que tá lendo aí? Se animou? Quero ver teu depoimento aqui em breve, viu?
.
Mil bjs
[ ... ]

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Mais exames

Olá, pessoal!
.
Hoje fui fazer aqueles exames que eu disse que a médica tinha pedido, lembram-se? A tal da "vulvoscopia com biópsia, se necessário" e a "ultrassom transvaginal". Bom, hoje nem era dia de eu escrever post, mas acabei de chegar do laboratório e queria contar pra alguém como foi...
.
Cheguei lá super cedo pq fui de carona com o marido, daí já fui pro guichê e tive que ficar respondendo perguntas (detesto perguntas de assistentes!): data da última menstruação? toma algum remédio? fez o preparo do exame?(leia-se: deixou seu marido de castigo por três dias? rs) tem exames anteriores? Eu sempre acho que ela vai achar estranho eu ter 28 anos e não ter exames anteriores, sabe? Mas foi besteira minha, ela num achou nada, só fez as perguntas e pronto.
.
Respondi tudo com razoável simpatia (num tô muito bem humorada hj) e fui pra outra sala de espera, só que como eu estava muito adiantada pro meu horário, fiquei esperando um tempãão pela minha vez. E vcs sabem, né? Quando a gente espera muito, fica já pensando besteira, resultado: fiquei um pouco ansiosa.
.
Quando finalmente me chamaram, chamaram uma senhora comigo também. Lá dentro a mocinha deu as orientações para nós duas. Tire a parte de baixo da roupa, inclusive os sapatos, coloque esse avental com a abertura pra frente, fique de calcinha e vista esse propé. Guarde suas coisas no armário e fique com seu RG, o absorvente e a chave (do armário) em mãos. A senhora que foi comigo, muito esperta, já estava de vestido e quem vai de vestido num tem que colocar o aventalzinho! Acreditam? Então fica aqui o conselho, em dia de exame ginecológico, coloque um vestido!
.
Ok, fui ao banheiro pra me trocar. Já tava meio chocada pelo fato de ter que ficar com o avental numa sala de espera, mas tentei superar. Só que eu não sabia nem calçar o propé! Ó, Deus! Saí do banheiro toda atrapalhada e a senhora já estava lá na sala de espera, virou pra mim e disse "vc nunca fez esse exame?", depois da minha resposta negativa, ela resolveu me ajudar, foi muito simpática comigo, me explicou como calçava o propé e tudo mais.
.
Veio a moça e me chamou. Fui até a salinha com ela enquanto ela me dava outra dezena de orientações, dizendo pra eu ir ao banheiro, tirar a calcinha, deixar minhas coisas lá, levantar bem o avental, deitar na maca com o quadril na pontinha, colocar as pernas naqueles negócios, "assim não, assim", fiz, fiz, fiz, daí fiquei com as coisinhas de frente prum negócio que parecia um microscópio e a médica japonesa chatinha apareceu. Logo de início já fez uma pergunta q eu num tinha idéia: "pq minha médica pediu vulvoscopia ao invés de colposcopia"? Sei lá! Mas pensei que talvez fosse pra que ngm mais no mundo introduzisse um espéculo em mim, né?
.
Tá, aí ela me perguntou se sou sexualmente ativa e à minha resposta positiva, tascou o espéculo dentro de mim, como quem recheia um frango! E ela ainda falava "solta as pernas e os quadris" e eu nem conseguia entender o que ela queria dizer com isso. Num vou dizer que doeu, q me traumatizou e nada disso, mas num foi o carinho e cuidado q eu esperava, incomodou bem. Daí fechei os olhos e torci praquilo acabar logo. Então ela começou a falar um monte de coisas q tinha no colo do meu útero que ela achava que era por causa do corrimento, mas achava q eu deveria tirar a tal "carne esponjosa" q tinha lá, daí q ela me chamou a atenção e eu entendi q bem do lado da minha cabeça tinha um monitor onde eu podia ver tudo! Olha que besta! Eu de olhos fechados enquanto poderia ver tudo e contar melhor pra vcs! E, gente, q horroroso q tá meu colo do útero! Tem uns pontinhos pretos... Assim que sair o resultado vou direto na gineco ver o que é aquilo! Será que é normal? Tô um pouco assustada, mas nem quis perguntar nada praquela dra chata...
.
Daí eu, inocente, achava que iria fazer o ultrassom ali mesmo, né? Já bastou mostrar minha linda vagina pra uma dra só, não? Não! O ultrassom é em outra sala! Toca colocar de novo a calcinha e voltar pra sala de espera. Voltei e encontrei a sra minha amiga ainda lá e ela virou pra mim e disse: "menina, coloca o modess! é pra colocar agora se não vai sujar sua calcinha!", ai a enfermeira num falou nada, eu num sabia! Fui correndinho ao banheiro e coloquei o modess, mas nada apareceu até agora... rs Depois perguntei pruma enfermeira e pelo q eu entendi a colposcopia usa algum reagente colorido q pode manchar, mas como o meu era vulvo, num saiu nada, num sei...
.
Tá, aí veio outra enfermeira me chamar pro ultrassom. Preciso dizer que eu tava com medo? Depois do jeito que foi a vulvoscopia, eu tava com medo sim! Ah, sei lá, hj já acordei meio triste, daí tava com um misto de tristeza e medo... Bom, entrando na sala, após receber outra dezena de orientações pra tirar a calcinha e me deitar de um jeito x, tentei fazer uma piadinha com a enfermeira pra descontrair e ela foi uma querida, disse pra eu não ter medo que era bem melhor que a vulvoscopia, que era rápido, que não ia doer, nem incomodar. Acalmei um pouco. Daí ela me mostrou o aparelho enooorme só pra me dizer que tava colocando uma camisinha nova nele. Daí eu desacalmei de novo! kkk Pra ajudar, ela disse: "só um instantinho que o dr. já vem, tá?" Quê? Ela disse O doutor? Pra ajudar ainda é homem? Ai, ai, ai... Depois lembrei que o meu ex-gineco era muito gentil e aí fiquei tentando me convencer de que ainda tinha chance de ser feliz. rs Respirei fundo n vezes pra me acalmar e então a enfermeira voltou acompanhada do médico.
.
Ah, gente! Pelo menos ele era bonito, né? Acho que era o mínimo que eu merecia hoje... hahaha Daí ele me perguntou se era a primeira vez que eu fazia esse exame, eu disse q sim, ele perguntou se eu já tinha feito o papa, eu disse q sim, daí ele disse "ah, esse é bem mais fácil que o papa!" e eu pensei "como é q vc sabe?", mas num quis causar e fiquei quieta... Daí ele começou a me explicar como funcionava o aparelho enquanto ele passava um gel no negócio, parecia lubrificante, mas num sei com certeza. Gente, o negócio era tão grande que eu não pude evitar de perguntar "quanto disso vc vai colocar?" (kkkk) e ele me mostrou algo em torno de 5-6 cm. Bom, gente, ele tinha razão, o incômodo foi mínimo, foi muito fácil mesmo, ele colocou só um pouco (parecia menos do que ele mostrou) e não doeu, só incomodava quando ele mexia pra ver as coisas lá dentro, mas num era dor não, era um incomodozinho bem leve... Mil vezes melhor do que aquela japonesa chata! Ai que raiva q eu tô dela!
.
Sabe, eu acho que homens são melhores pra isso, pq como eles num têm a coisa, eles tomam mais cuidado... mulher deve pensar "ah, isso num dói nada" e taca o dedão lá! hahaha Ai, que trash, mas foi assim mesmo, no final do exame, quando ela tirou o espéculo, ela ficou abrindo os pequenos lábios pra eu ver que tava um pouco irritada a mucosa, com uma delicadez de elefante!
.
No final, eu sai de lá, com uma super vontade de chorar. Eu não estou muito estável emocionalmente hoje, isso tb colaborou, mas acho que foi tanta tensão que carregou um pouco meu coração, sabe? Isso tudo misturado com o alívio de ter conseguido passar pelos exames sem maiores traumas! Acabou que não chorei, tô até muito feliz que passaram os exames! Bom seria se eu tivesse que fazê-los novamente só daqui uns 30 anos, né? hahaha Queria que minha médica fizesse tudo: papa, vulvo, colpo, ultrassom... tudo, tudo, tudo, pra num ter mais que ir em laboratório com um qquer esquisito...
.
Bom, em resumo num é o fim fazer esses exames, mas tb num é uma coisa que eu diga: "uhuuulll, exames ginecológicos, q maravilha!"kkkkk Vou fazer pq precisa, né? Agora eu tô com umas coliquinhas, será q é por causa do exame? Quando eu for à gineco tiro todas essas dúvidas e conto pra vcs, tá?
.
Obrigada por ouvirem meus choramingos de hoje e até mais!
.
Bjs
[ ... ]

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A história da Elis

Oi, genteeee!
.
Cá estou eu com a maravilhosa incumbência de contar para vocês mais uma cura! Não é fantástico? Então, a Elis já tinha publicado essa história dela em um comentário aqui no blog, mas como achei que ficou muito escondidinho, combinamos de colocar como post! Afinal, uma vitória dessas não é qualquer coisa, né? Temos que comemorar!
.
Segue, então, o depoimento da Elis:

"Há quase dois meses deixei de ser vagínica. Sempre que lembro desse período da minha vida, lembro do blog e acabo dando uma olhada. Dessa vez, lembrei dos sentimentos, sensações de cada momento desse período, de cada momento de desespero, quando se acha que nunca vai ter uma vida normal....e resolvi escrever pra contar minha história.

Durante quatro anos namorei à distância. Era o amor da minha vida, eu era complemente apaixonada, mas não conseguia ter penetração. Eu tinha 22 anos quando nos encontramos pela primeira vez, era virgem. Eu sentia muita dor ao tentar a penetração e minha pernas tremiam. Apos as tentativas, eu ficava muito triste, decepcionada comigo mesmo, mas eu o amava muito e o simples fato de tê-lo ao meu lado já era suficiente e estava feliz. Não importava se conseguia ou não ter uma relação completa.

Nos momentos de desespero, milhares de pensamentos tentavam explicar o que acontecia entre nós: achava que eu não o amava, que não havia química entre nós, e cheguei a achar que eu gostava de mulher. Conseguimos penetração duas vezes, mas pra mim foi apenas mecânico, não tive prazer. Depois disso, ele terminou comigo, até hoje não sei quanto que o vaginismo influenciou no fim do namoro.

Depois de todo sofrimento com o término do namoro, eu conheci uma outra pessoa. Na verdade, era pura carência, não chegamos nem a nos conhecer direito. Talvez queria apenas testar se com outro homem conseguiria. Pensei: agora vou conseguir!! Pura ilusão. Tentamos várias vezes e nada. Fiquei com muita vergonha, a final não tínhamos tanta intimidade e não nos vimos mais.

Tempos depois, conheci uma pessoa que tive uma verdadeira atração fatal. Tínhamos arrepios quando encostávamos no outro. Excitávamos só de olhar. Apesar de todo o envolvimento eu travei uma, duas, três vezes com ele. Não entendia o que acontecia comigo. Havia envolvimento, tesão... tudo! Eu não entendia do que se tratava.

Foi numa busca pela internet que descobri o meu problema: vaginismo. Entrei em contato com um psico. Ele respondeu no dia seguinte. Comecei o tratamento. Com o tratamento percebi o quanto a minha educação conservadora me prejudicou, que meus medos de dirigir e nadar estavam todos ligados...enfim. O tratamento foi muito difícil. Como viajo muito a trabalho, tive muitoooos retrocessos. Se um dia conseguia penetrar a próteses toda, com uma semana sem exercícios eu tinha que voltar tudo novamente. Achava que perdia muito tempo em certos exercícios, que tava só gastando dinheiro, por muita vezes eu pensei em desistir do tratamento e aceitar a vida sem sexo... foi um sofrimento.

Como não tinha namorado e nem tinha coragem de procurar com esse problema, não havia estímulo. Sempre pensava: com próteses eu consigo e com um verdadeiro? Será que conseguirei?? Um dia conheci uma pessoa, ainda durante o tratamento. Eu o enrolei durante 3 meses, não queria perdê-lo também. Até que um dia percebi que já estava o perdendo, e resolvi fazer mais uma tentativa. Estávamos muito envolvidos. Ao final de quatro meses de tratamento, mesmo com todas as interrupções, eu consegui!! Foi como se nunca tivesse tido nada. Penetração total!!

Não temos uma relação estável. Ainda não me sinto preparada pra namorar novamente, mas há quase dois meses estamos “juntos”. Aprendendo muito.... :)) As vezes com medo, mas muito feliz por ter superado tudo isso. Algum botãozinho aqui foi ligado e desde então não tive mais problemas. O psico falou que meu caso era bem leve e por isso foi fácil tratar. Sem contar com as vezes que entrei em contato com a Dani, o que me ajudou bastante também.

Espero sinceramente que todas vocês possam superar essa fase da vida, que tenham paciência e persistência que a cura virá. Meu psicólogo falou até que apenas 5% das mulheres que entram em tratamento não são curadas, isso porque desistem de continuar os exercícios.

Depende de vocês. Permitam-se."

.
Lindo, né, pessoal? Nem preciso dizer que eu quase morri de felicidade! Volto a repetir que é sempre como se fosse eu, a cada uma de vcs que me conta uma cura... =D Ainda mais da Elis que foi tão minha amiga nesses tempos! (a dica da melancia ainda vem pra cá um dia, tá, linda? rs)
.
Ah, queridas! E se preparem, viu? Pq nesse final/começo de ano, parece que o papai Noel presenteou muita gente com a cura! Tenho mais um monte de histórias pra contar! Fiquem ligados aqui nos posts e no nosso contador ali do lado, hein? .
Bjs e até o próximo depoimento (q já tá no forno! rs)
[ ... ]

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Ano novo, vida nova!!

Olá, pessoal!
.
Começou um ano novo e com ele temos uma nova oportunidade de vida, né? Serão 365 dias novinhos em folha em que a gente pode fazer tudo 100% diferente, ou 100% igual, depende de cada um de nós, não é mesmo?
.
Ok, eu sei, que depende de mais um zilhão de outras variáveis, mas pq vamos sofrer pelo que não podemos mudar?? De repente, não gostamos muito de um comportamento do marido da gente, por exemplo, mas temos que pensar: é possível mudar o outro? Não, não é. Mas é possível mudar o NOSSO comportamento e essa mudança com certeza vai ter impacto em tudo o que está a nossa volta!
.
Que tal a gente encarar esse novo ano como um ano nosso, um ano em que nós mesmos temos toda a responsabilidade pelo nosso destino e (o principal) toda a chance de mudá-lo? Eu topo! Tenho tantas coisas que eu queria que fossem diferentes e que, de verdade, avaliando honestamente, eu num tenho feito nadica de nada pra mudar. E se esse ano eu fizer? Quais são minhas chances de conseguir um resultado diferente? Oras, se hj num faço nada e se passar a fazer tenho todas as chances de obter um resultado diferente, né, pessoal?
.
Bom, depois de todo esse blábláblá filosófico (rs), quero dizer que desejo isso a vocês pra esse ano: que vcs tenham coragem para fazer algo diferente em suas vidas, que vcs tenham persistência e esperança diante dos seus desafios e que lutem bravamente para vencê-los. Àquelas que já venceram o vaginismo, desejo exatamente a mesma coisa, pois os desafios não páram em nossas vidas, né? (graças a Deus) Às que ainda estão na luta, quero dizer que estarei aqui pro que for preciso, que sou um ombro pra chorar, um ouvido pra escutar e tb sou uma mão pra levantar vcs quando vcs quiserem desistir! Nada disso, ã?
.
Que esse ano mude nossas vidas para sempre!
.
Bjs
[ ... ]

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Papanicolau - UPDATED

Oi, gente!
.
Hoje vou à gineco pela primeira vez depois que eu me curei do vaginismo. Ela tinha me dito que era pra eu esperar uns 6 meses depois de conseguir uma penetração completa para aí sim procurá-la novamente pra que a gente pudesse fazer o preventivo.
.
Como já faz 9 meses que eu sarei, marquei a médica pra poder fazer todos os exames necessários. Acontece que eu tô com um mediiiinhooo do preventivo... será que vai dar tudo certo? Depois conto pra vocês como foi!
.
Bjs
.
Update
.
Genteeeeee. Eu não poderia deixar de vir aqui e contar pra vocês como foi! Mesmo depois de horas enfrentando um trânsito terrível causado por uma chuva de lascar, cá estou eu no computador, cheia de energia pra conversar com vcs!
.
Bom, vou do começo. Cheguei lá no consultório da médica e fiquei pensando que espécie de pessoa que volta a um consultório no qual, da última vez, ficou esperando 5 horas pra ser atendida! Tava me sentindo uma imbecil, idiota, eu deveria ter marcado outro médico, né? E o q? A consulta dela aumentou o preço? Fiz o cheque. Depois fiquei pensando em pegar o cheque de volta e sair fora dali. Depois de um certo tempo de luta interior, percebi que aquilo era só mais um jeito que meu inconsciente tinha encontrado de fugir do medo que eu tava do exame! Bom, resisti e fiquei lá firme!
.
Dormi de esperar, quando de repente:
Atendente: Daniela?
Eu: Zzzzzzzz
Atendente: Daniela...?
Eu: Oi? Hein? Oq?
Atendente: Pode subir!
.
Subi e quando chego lá em cima, quem eu vejo? Uma assistente da médica. Uma daquelas que da última vez me perguntou 100 vezes pq eu não ia fazer o tal do papanicolau (:S). Vamos a conversa:
Assistente: Olá, Daniela, tudo bem?
Eu: Sim.
Assistente: Você já fez o papanicolau esse ano? (essa pergunta de novo?)
Eu: Sim (mentiiiiiraaaa)
Assistente: Alguma queixa?
Eu: Minha menstruação tá maluca (essa é verdade, mas nós sabemos que não foi o que me motivou a ir até lá, né? mas foi a melhor resposta q eu arrumei naquela hora)
Assistente: Deixa eu dar uma olhada na sua ficha pra ver se a Dra. vai querer te examinar.
Eu: ... (ai, não, ela vai ler a minha ficha, ela vai ler a minha ficha)
Assistente: Bom, nem vou pedir pra vc se trocar, deixa a Dra. decidir (ela leu que eu tinha VAGINISMO, certeza, se num leu na ficha, leu na minha testa! rs)
Eu: ...
Assistente: A Dra. já vem, tá? Só mais um minutinho.
Eu: ... (nem conseguia falar nada, ai q vergonhazinha...)
.
Daí, veio a médica e falei pra ela que já tinha resolvido meu problema, que isso foi logo depois da nossa última consulta (em fevereiro) e que eu esperei uns meses conforme ela orientou e que agora eu tava lá pra ver se rolava de fazer o exame. Daí ela perguntou se eu tava tranquila e como eu disse que sim (e o medo? engoli e disfarcei, pra mim mesma), fomos pros trâmites.
.
Daí ela perguntou sobre o meu trabalho, ficamos falando de política, corrupção e inspeção veicular (kkk), tudo pra me distrair. Daí sentei na maca com as pernas bem fechadinhas (rs), ela examinou meus seios e pediu pra eu colocar os pés naqueles negócios e colocar o quadril mais pra frente, mais pra frente, Dani, mais pra frente, Dani, isso. Aí ela falou que ia examinar só por fora, pra eu ficar tranquila, daí ela disse q ia introduzir o espéculo e que eu sentiria um incomodozinho, mandou eu fazer uma forcinha pra baixo, disse um "isso", aí me disse que quando colhesse eu tb sentiria. Senti o espéculo abrir um tantinho, aí deu uma gasturinha na portinha e eu fechei os olhos pra aguentar, daí quando fui pedir a Deus que tudo acabasse logo, tudo já tinha acabado! Ela já tinha colhido! E tudo que eu senti foi a gasturinha na portinha e o medo! Mas dor mesmo, num teve nenhuma, nenhuminha, nenhumazinha!
.
Adivinhem qual foi a primeira coisa que eu falei pra Dra quando tudo acabou? Eu preciso escrever isso no blogggg! As meninas não vão acreditar como isso é fácil e indolor! hahaha
.
Agora ela me deu um pedido pra fazer vulvoscopia com biópsia e uma ultra-som transvaginal. Se eu tô com medo? Claro, né? hahahaha Mas tô com fé que vai dar tudo certo e depois venho aqui contar pra vcs, tá? Tô tão feliz! Parece que esse ano de 2010 vai mesmo ser o fim de todos esses meus "probleminhas"! Que demais! :D
.
Bjs, queridas e obrigada por me acompanhar!
[ ... ]

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

História da Daniela

Oi, gente querida!
.
Desculpem o desaparecimento, tá? É que ontem foi a prova de proficiência de inglês do mestrado e sabem como é, né? Eu fico meio louca e descompensada com isso...
.
Bom, hoje eu vou publicar mais um depoimento de cura (ai que máximo!) e, pra aproveitar o ritmo, vou inaugurar um "contador de curas" (ideia do meu amorzinho) aqui do lado direito do blog, logo abaixo do "quem sou eu". Daí, toda vez que alguém me disser que está curada, eu vou somar mais uma cura no nosso contador, pra vocês terem ideia de quanta gente já passou por esse problema e superou, o que acham?
.
Bom, vamos a história da minha amiga Dani, um caso de vaginismo secundário que, depois de muita luta, se resolveu! Vejam como foi:
"Tenho 28 anos, sou casada há 9 anos e por 8 anos sofri com o vaginismo. Por muitas vezes chorei, me senti humilhada, rebaixada, diminuída, praticamente vi a minha autoestima voar para bem longe de mim. Na verdade tentei muitos tratamentos psicológicos que pelo despreparo dos profissionais sempre foram falhos... eu me negava a acreditar que tinha problemas na "cabeça", pois amo meu marido, e nunca tive pudores ou qualquer tipo de culpa (o que os terapeutas tentam te empurrar), porém como durante muito tempo nossas relações eram sem penetração, o que me deixava infantilizada, não me sentia uma mulher e com isso o pânico de perder meu amado se enraizava nos meus pensamentos. Poxa vida, por muito tempo eu tentei e nada, tudo começava bem, com carinho, tesão e eu achava que dessa vez ia dar certo, porém bastava eu me dar conta de que estava no momento da penetração que meu corpo se fechava como se gritasse um sonoro NÃO ao meu marido. Muito triste, muito triste, muito constrangedor, eu queria morrer!
Mas não foi sempre assim, nós tínhamos uma vida sexual muito boa, porém após uma infecção urinária a qual me levou ao hospital, minha mente associou a dor da infecção ao ato sexual. Na época eu não entendia, mas hoje sei que existe um mecanismo de adaptação na relação pênis x vagina onde a fricção pode gerar um desconforto na cavidade vaginal propiciando a infecção urinária, conforme explicou minha nefrologista. No meu caso tudo se resolve tomando, ao final de cada relação com penetração, um comprimido que protege a bexiga das possíveis bactérias. Não é o máximo??? Mas até eu descobrir...
Eu já não sabia mais o que fazer, as sessões de hipnose com a psicóloga não davam resultado e o meu ginecologista dá época afirmava que eu não tinha vaginismo, porque o pré-cancer eu fazia (sim fazia, mas doía muito). Foi então que eu disse para a minha psicóloga que iria procurar um cirurgião plástico para ver se tinha como cortar algo fora (hoje me mato rindo desse dia, imagina só o que eu estava prestes a fazer). Cheguei em casa e fui buscar informações sobre vaginismo (o que eu já havia feito há muitos anos antes) e me deparei com os relatos do blog da Dani e sobre os dilatadores e fiquei muito motivada a tentar. No dia 12 de agosto desse ano, eu escrevi para a Dani que me orientou a comprar os dilatadores e assumir a frente dessa batalha. Meu marido deu o maior apoio. Encomendei os dilatadores por um site que compra direto dos EUA, paguei uns R$400,00, mas valem cada centavo.
Chegaram em menos de 15 dias e logo os inaugurei, comecei bem lentamente, o primeiro tamanho era como colocar o meu dedo mindinho, não tive resistência, claro que senti um leve ardor, mas quanto mais eu o introduzia e o movimentava, mais fácil era e assim foi com os demais tamanhos, eu ficava aproximadamente uma semana com cada tamanho e depois partia para o próximo. Faço os exercícios umas 3x por semana após o banho e com muito lubrificante. Parei no quinto tamanho, pois logo tentei a penetração com o meu marido e aos poucos foi dando certo. Ainda não estou 100%, mas uns 85% (risos).
Espero que meu relato sirva para que quem, momentaneamente, está com VAGINISMO siga em frente, lute e não tenha medo, a dor é suportável quando acreditamos que vai dar certo. Sei que meu caso é mais fácil por ser um vaginismo de segundo grau, mas eu teria a mesma garra se fosse um de primeiro grau. É muito bom fazer amor com o marido e não sentir dor....isso existe....acredite!!!
Sejam sinceras com seus amados para que eles lhe deem total apoio e suporte, se isso não ocorrer, ou se o retorno for apenas cobrança e indiretas maldosas, sugiro rever seu apego a este amado, pois seu maior apego deve ser a VOCÊ mesma. Se ame mais que tudo e acredite nos dilatadores, pois na falta de marido eles estarão lá.
Um super abraço e espero ter ajudado.
Dani"

Espero que sirva pra incentivar ainda mais vocês!

.

Bjs a todas! Volto logo!

[ ... ]

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Comentários de posts antigos

Bom dia, pessoal! (tem meninos por aqui... rs)
.
Este post é relâmpago mais uma vez, pois estou dando prioridade para as pessoas que me mandaram e-mails há muito tempo. Que trabalhão que dá responder todo mundo! Ufa!
.
Bom, é só pra avisar aqueles que comentaram posts antigos que eu já respondi todos os comentários, ok? Podem conferir!
.
Agora vou me dedicar a responder os demais e-mails (de 100 só tenho 30! =D) e na semana que vem já vai ter um post novo que estou preparando e mais uma novidade no blog que foi idéia do meu marido e leitor! (P.S.: Te amo, amorzinho!)
.
Se eu ainda não respondi o seu e-mail, espera só mais um pouquinho que eu já vou conseguir, tá?
.
Bjs
[ ... ]

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Sinal de Vida!

Oi, meninas!
.
Hoje estou aqui voando só pra dizer pra vcs que estou viva, que está tudo bem e que eu não desisti da empreitada do blog!
.
Acontece que a vida da gente é louca mesmo, né? E de repente surgem coisas inadiáveis!
.
A viagem foi maravilhosa (depois conto mais detalhes), eu amei muito tudo, aconteceu um monte de coisa engraçada tb, foi o máximo!
.
Acontece que logo que cheguei ao Brasil, descobri que o edital para a seleção do mestrado que eu quero fazer estava aberto, aí tive que fazer a inscrição no mesmo dia, e tinha 7 livros pra ler em 20 dias pra fazer a prova dissertativa!
.
E olhem a loucura: fiz a prova, acho que fui bem, mas a segunda etapa consiste na entrega do projeto da tese, e adivinhem se eu tenho? Não! Eu ainda não fiz! E tenho uma semana pra fazer! Ou seja, tô sem tempo pra nada!
.
Assim que eu conseguir, vou responder os emails, tá? Tenham só mais um pouquinho de paciência comigo...
.
Bjs a todas!
.
Dani
[ ... ]