segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

"Castigo" da terapia

Bom dia, meninas!
Antes de tudo gostaria de agradecer pelos comentários no último post. Adoro ver que tem gente aproveitando os posts pra se ajudar, gente me incentivando, gente dando testemunho e tudo mais, muito legal! :D
Gente, o assunto de hoje se deve a um e-mail que eu recebi da minha amiga C. que estava contando sobre a terapia dela nesse fds. Ela falou que o terapeuta proibiu as tentativas de penetração, aí eu me lembrei que o meu tb fez isso e que eu nunca havia mencionado aqui. Pois bem, lá vou eu.
Logo no começo do tratamento, acho que na terceira consulta, o terapeuta pediu que eu levasse meu marido até lá pq ele precisava conversar com ele. Confesso que fiquei um tantinho apreensiva, não sei porque mas achei que o psico poderia mencionar as coisas que eu respondi nos questionários e eu não tava querendo falar sobre isso na frente do marido E do psico ao mesmo tempo.
Pois bem, agendamos um horário que ficou bom para o marido comparecer e fomos até lá. Na realidade, até gostei da consulta pois não tive que ficar encarando sozinha as "caras de ué" que o psico faz toda consulta (hahaha) e gostei tb pq não era o foco do dia, a maioria das coisas ele perguntava para o meu marido. Graças a Deus, temos um bom relacionamento, conversamos bastante a respeito de tudo e por isso nada do que meu marido disse na consulta me surpreendeu. Foi bom tb pq meu marido virou um "aliado" contra o chatão do meu terapeuta (hahaha), brincadeira...
Os temas abordados foram: como meu marido encara meu problema, como ele me trata em relação a isso, como são nossas relações sexuais (apesar de eu já ter explicado, o psico queria ouvir dele), etc. A conclusão que o terapeuta chegou é que por trás de toda a mulher vagínica há um marido excessivamente compreensivo. Oras, mas isso é óbvio, não? Se não fosse compreensivo demais já teria largado a gente, né? Afinal nós, em geral, demoramos muuuito para procurar tratamento... :(
Até aí ok. Quando já estava quase no final da consulta, o terapeuta veio com essa de que seria fundamental ao tratamento que nós evitássemos qualquer tentativa de penetração. Ele disse que poderíamos namorar à vontade, mas sem "aquilo naquilo" (hahaha). Fizemos uma cara de num tô acreditando e ele começou a explicar os motivos. Segundo ele, é importante desmistificar essa história da penetração ser algo doloroso e sofrido, então nós afastamos o estímulo "negativo" até que estejamos prontas para que ele seja positivo (tá escrito no livro isso, inclusive).
Contestamos muuuuito a esse respeito, mas no final "concordamos". Coloco assim entre aspas, pq o psico não quis nos dizer por quanto tempo isso será necessário e nós combinamos entre nós, que será pelo tempo que NÓS acharmos necessário, ou seja, se um dia der muita vontade, vamos fazer sim!!
Aí que eu achei uma coisa muito curiosa. Quando me contou isso, a C. me disse que isso não seria nenhum sacrifício pra ela, mas pra mim é!! Pessoal, não sei se a cura do vaginismo tem fases, mas parece que eu tô numa segunda fase, sabe? Eu consigo um "tanto" de penetração com meu marido, a gente tenta um pouquinho a mais, se num dá, a gente se diverte com aquele "tanto" mesmo e é tãããão gostoso, eu adoro! Então pra mim tá sendo bem sacrifício ter que ficar sem.
Daí que não entendi muito bem se esse procedimento deveria ter sido "receitado" pra mim, pq a penetração (o pouquinho de sempre) não é mais um suplício pra mim (já foi, e muito). Então, não há esse "negativo" a ser afastado, portanto eu não entendo pq tenho que "regredir" meu relacionamento com meu maridinho... Sei lá, às vezes me parece que ele tá me dando a receitinha do bolo, sabe? Mas meu forno é diferente! Tem que adequar a receita! hahaha
Bom, de qualquer forma, tô dando um prazo de experiência pro psico (kkkk), se num der resultados, eu volto com minhas saudosas e divertidas brincadeirinhas!
Qualquer dia conto pra vcs como a penetração parou de ser um suplício na minha vida, tá? Ah! Mas quero deixar claro que AINDA não consigo uma penetração completa, viu? É só um tantinho, um tantinho maior do que antes, com certeza, mas só um tantinho... rs Mas isso vai mudar, né? Não vejo a hora de namorar com meu marido até pendurada no lustre! hahaha
Bjs, amigas!

4 comentários:

Anônimo disse...

Oi, Dani!!Confesso que eu dou muita risada lendo o teu blog, essa de ficar pendurada no lustre eu adorei,hehehehe!!
Olhando a situação de fora, percebo que há uma preocupação do teu terapeuta em relação a tua satisfação em conseguir este "tantinho", pois por mais que tu queiras conseguir a penetração completa, inconscientemente podes ir te conformando com esta satisfação. Por isso é importante seguir as regras, mas tudo bem, as vezes o maridão merece uma escapada das regras.
Já estou fazendo contato com terapeutas, pois quanto mais leio os blogs crio coragem de procurar um tratamento, pois ainda estava achando que poderia fazer tudo isso sózinha, ler o livro, fazer os exercícios... Já coloquei em minha cabeça que quero me curar este ano, pois quero muito engravidar.

Grande abraço
"permitirme"

(Uma observação, por que será que não consigo digitar no word e depois colar aqui no comentário do blog?? Tenho que digitar direto aqui neste espaço, por isso já peço desculpas quando houver erros na digitação)

Amor perfeito disse...

Ei, Dani!

Obrigada pelo recado no meu blog! Vou atualizar logo logo, prometo!

Quanto a vc, acho que deve seguir o que o psico (rs) fala, porque o cara tem "know how", sabe que o problema tem uma raiz. Não se contente com o "tantinho" amiga... Espere um pouco mais, faça os exercícios e a festa logo será completa!! Iupiii!!

Bjs

K. disse...

Dani, a minha terapeuta, logo no início do tratamento, também me disse que a partir daí não havia mais tentativas de penetração e, tal como a C., eu também senti um alívio. E pude finalmente deixar de tomar a pílula que tomava há mais de cinco anos e nunca deixava de tomar pensando "e se eu de repente me sinto capaz de ter penetração e estrago tudo no tempo de ir buscar um preservativo (camisinha)...achas normal?? Eu tinha esperança que aquilo entrasse sem eu dar conta, como se isso fosse possível para mulheres como nós!
Mas Dani, eu acho que a explicação de você não ter ficado contente com essa indicação do terapeuta foi mesmo porque você, apesar de ter vaginismo, não tem um grau tão grave quanto o que eu tive e a C. tem, o seu deve ser parcial, não sei. Daí que lhe custe. Mas mesmo assim eu percebo o seu psicólogo. É porque para perdermos completamente o problema (psicologico) temos que seguir as fases direitinhas. Mas deixe lá que quando eu tentei a penetração tb foi antes de a médica mandar :p, mas eu sentia-me mesmo preparada!!
Beijos amiga

ERNANDES SOARES DA SILVA disse...

Com paciência os problemas se resolvem

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Agora eu aprendi, então, depois de comentar, pode voltar aqui que vai ter uma respostinha minha, tá?
Bjs