quinta-feira, 22 de novembro de 2012
sábado, 10 de novembro de 2012
Convite para Programa de TV
A Shine Iberia está a produzir o novo programa da sexóloga Marta Crawford para a Sic Mulher.Para uma das tertúlias/episódios procuramos pessoas que se sintam à vontade para dar o seu testemunho sobre alguma disfunção sexual pela qual estejam a passar ou tenham passado, ou parceiros que queiram falar sobre como superaram em conjunto a disfunção.Caso esteja interessado entre em contacto connosco:Telemóvel: 96 4300 360
Eu queria ver o tal programa, vou ver com ela se tem algum lugar na web em que a gente possa assistir, daí conto pra vcs!
Bjs
terça-feira, 6 de novembro de 2012
A história da Tamires
A minha história começa de forma parecida com a das outras mulheres. Eu conheci um cara durante minhas férias e lá fui eu toda feliz e serelepe aos 19 anos perder a virgindade com ele. Claro que não consegui e ficamos sem entender nada, rs, mesmo porque ele era virgem também.
Depois de um tempo e muita frustração descobri que aquilo era vaginismo. Como é comum, eu me senti péssima, anormal, incapaz, etc., mas meu namorado foi totalmente compreensivo e sempre ficou do meu lado, nunca me pressionou ou acuou para rolar a penetração. Lembro-me que quando contei a ele sobre o vaginismo, totalmente constrangida, ele apenas me olhou e disse "Tudo bem. Eu sei que nós vamos superar isso um dia, não temos porque ter pressa, certo? E mesmo se por um acaso não fizermos isso passar, não é por causa disso que vamos nos separar".
Eu não fui diagnosticada com vaginismo, na época fui em um ginecologista e quando tentei explicar pra ele que não conseguia ter relações sexuais, que era como se minha vagina estivesse totalmente "fechada", ele praticamente riu de mim e disse que "era normal". Eu sabia que não era normal, insisti em pedir que ele me ajudasse, mas ele me garantiu que "todo mundo tem dificuldade em ter relação sexual no começo".
Daí eu resolvi pesquisar e ver se ele estava falando a verdade e encontrei um artigo médico que dizia que uma mulher pode sim ter certa dificuldade, mas se ela simplesmente não consegue a penetração sem nenhum motivo aparente, é porque ela provavelmente tem vaginismo. O médico do artigo definiu isso como uma condição rara e eu, intrigada, fui me aprofundando no assunto até perceber que vaginismo era a única explicação para o que acontecia comigo.
Depois de um tempo, eu falei com outro médico e ele disse que eu provavelmente tinha mesmo vaginismo e que ele às vezes passa sem motivo, como foi o meu caso, enquanto outras mulheres precisam de terapia a longo prazo. Acabei descobrindo que minha mãe também teve vaginismo e passou 6 meses sem conseguir fazer sexo com o marido (na época os dois casaram virgens).
Apesar de não ter feito terapia, pois não tinha condições financeiras para tal, eu pude facilmente ver o fundo psicológico do meu vaginismo. Cinco dias depois do meu aniversário de 14 anos, fui abusada sexualmente pelo meu irmão mais velho. Para algumas pessoas, 14 anos pode parecer muito, mas a verdade é que eu era uma criança, ingênua e sem sexualidade, e isso me marcou muito. Acredito que essa tenha sido a causa do meu vaginismo, porque apesar de conscientemente nunca ter tido vergonha do sexo em si, eu fiquei com sentimentos de raiva, rancor e mágoa relacionados à minha sexualidade, além de ter um ódio generalizado dos homens que se aproximavam de mim.
Só que resolvi não desistir de ter uma vida saudável e sexual normal! Afinal eu era uma mulher normal e merecia ter prazer na cama, ora. Então, no dia em que ia embora de volta para minha casa, resolvemos tentar fazer sexo mais uma vez - e simplesmente foi, como se nada tivesse acontecido antes, sem dor, sem problema algum. Posso dizer que foi uma primeira vez linda.
Deixa eu explicar melhor: eu não bem "decidi" ter a penetração, eu decidi que tinha o direito de ser feliz e não iria desistir de tentar... quando foi, acho que foi uma influência psicológica muito forte, porque aquele dia eu ia embora de volta pra minha cidade. Nós acordamos juntos, meu namorado e eu, ficamos lá nos amassando e ele perguntou se eu queria tentar "uma última vez antes de ir embora". Eu lembro que suspirei e disse "Vamos tentar, não custa, mas sei que não vai dar". Mas eu queria perder a virgindade com ele, era o único homem que eu queria que fosse meu primeiro. Daí a gente foi tentar a penetração, que nunca tinha funcionado antes, nem um centímetro, mas dessa vez o dito-cujo dele simplesmente entrou.
Simples assim, entrou a "cabeça" e ele começou a rir e me disse que tinha entrado e eu não acreditei, estava tão acostumada com as tentativas frustradas e a dor de forçar a penetração que eu parei por um momento para "sentir" o que estava acontecendo lá embaixo. E eu senti o dito-cujo lá, sem nenhuma dor, nenhum incômodo, como se fosse mágica. Comecei a rir igual uma maluca, fiquei muito feliz, não conseguia acreditar, a gente transou normalmente, foi romântico e lindo, rs.
Depois disso só voltei a ver meu namorado 3 meses depois, nesse meio tempo não tentei transar com ninguém e, quando nos encontramos, as coisas ficaram um pouco complicadas de novo, minha vagina estava "voltando" a fechar. Resolvemos tentar "exercícios" durante as nossas sessões de pegação com os dedos, calma e gradativamente, e não levou muito tempo até que estivéssemos fazendo sexo normalmente! Foi preciso apenas paciência e calma.
Desde então eu posso dizer que estou 100% curada do vaginismo. Não tenho nenhuma tática ou dica mágica, posso apenas dizer que tudo melhora quando você aceita seu corpo como ele é e para de ter raiva ou vergonha por causa do vaginismo. Hoje estou casada com o moço da história, mas entre idas e vindas, quando estávamos separados, fiz sexo com outros homens e nenhuma vez tive sinal de problemas na penetração, o que pra mim foi a prova máxima da cura.
Posso dizer que algumas posições como a de 4 me causam dor, mas pelo que eu sei, muitas mulheres sem problema algum também sentem desconforto nessa posição (e deve ser tbm porque o dito-cujo do meu marido é um tanto avantajado, rs). Mas isso não estraga de forma nenhuma a nossa vida sexual.
Então, não quero servir de exemplo pra ninguém, e muito menos deixar as moças que ainda não se curaram pensando "Poxa, ela conseguiu e eu não..." A cura virá um dia sim! Seja paciente, aceite seu corpo e vá exercitando sua vagina com carinho e dedicação, mesmo que você não tenha um parceiro sexual, ela é SUA vagina e você não deve nada a ninguém, rs.
Beijos para todas as mulheres que ficam por aqui, sei que vocês vão conseguir a cura, tudo ocorre no tempo certo!!! E parabéns a você, Dani, pela iniciativa tão legal de divulgar um problema comum, mas que infelizmente ainda é tabu e dá um nó nas nossas cabeças.
Sucesso e abraços!!”
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Gente, voltei!
Mil coisas aconteceram. Vou contando aos poucos. Me comprometi a todos os dias gastar pelo menos meia hora colocando as coisas em dia, ok?
Estou morrendo de sds de vcs...
Bjs
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
A história da Carol
"Meu nome é Carol, tenho 25 anos, sou casada, não tenho filhos, sofri por 3 anos de Vaginismo e escrevo para contar para vocês um pouquinho da minha história de ex-vagínica.
Comecei a namorar com 16 anos meu marido, depois de alguns meses de namoro como todo casal começamos com as caricias e com o desejo de ter relações sexuais. Desde a primeira tentativa não conseguimos ter penetração, minhas pernas tremiam muito e minha vagina se fechava totalmente, não permitindo nem mesmo a colocação de um dedo. Fazíamos todas as preliminares, havia desejo, lubrificação e até prazer, mas sem nenhum sucesso de penetração.
Como éramos muito jovens e estávamos aprendendo juntos, demoramos muito para procurar ajuda, até que, depois de inúmeras tentativas, resolvi procurar um médico. Um não, vários... Foram várias consultas com médicos diferentes, mas todos diziam a mesma coisa: “é normal!”, para eles era apenas “tensão”, “ansiedade”, “medo de adolescente”, “você é muito jovem tem que ter certeza que realmente quer isso”... Um deles, “achando” que eu não era mais virgem, tentou até introduzir um espéculo, me machucando muito.... e mesmo assim não me deu um diagnóstico.
Meu namorado (hoje marido) foi muito paciente, carinhoso, me apoiava muito e me incentivava na busca por tratamento. Deus coloca as pessoas certas na nossa vida, sem a paciência e o carinho dele não teria conseguindo suportar a dor física e emocional... Apesar de muitas vezes nós dois ficarmos muito tristes e angustiados com essa situação, muitas vezes pensei que fosse perdê-lo por não conseguir...
Depois de dois anos de tentativas, frustrações, choro, achei um artigo na internet que falava sobre o tal Vaginismo, imprimi o artigo e levei a mais um ginecologista, foi então que ele sem saber muito do assunto me encaminhou para uma Fisioterapeuta especializada em terapia da Mulher, ela então após me examinar, diagnosticou o vaginismo e começamos as sessões, que eram de estimulação no local com os dilatadores. Começamos com o dedo, depois o pequenininho e até chegar ao tamanho aproximado do pênis verdadeiro, também usados uma pomada lubrificante e até um anestésico local (que na verdade fez mais efeito no meu psicológico do que na dor realmente). Minha musculatura possuía muitos nódulos de tensão, que com a massagem e com os dilatadores foram diminuindo... também fazíamos alongamento nas pernas e sessões de relaxamento, após 3 meses de tratamento semanal, conseguimos ter a primeira penetração.
No inicio ainda sentia um pouco de incomodo e ardência, minhas pernas ainda tremem um pouco quando não estou totalmente relaxada, mas hoje conseguimos ter relações sexuais normalmente. Logo quero tentar ter um bebezinho e volto aqui para contar para vocês!!!
Espero que meu depoimento ajude vocês que ainda buscam tratamento, não é fácil mas vale muito a pena, não desanimem até encontrar o tratamento certo para seu caso.
Beijos! Carol"
terça-feira, 9 de agosto de 2011
A história da Dani
"Tenho 26 anos e descobri o termo vaginismo há dois anos, mais ou menos. Porém ele já fazia parte da minha vida desde os 21 anos, quando iniciei minha vida sexual. Já namorava há quase dois anos, mas ainda era virgem, tínhamos “contato” sexual, mas nunca havíamos tentado a penetração. O grande dia foi todo planejado e prometia ser muito especial, mas já no começo tornou-se um pesadelo. Eu não suportei a dor e não consegui deixá-lo ir até o fim, na verdade o simples encostar do pênis na vagina pra mim era insuportável. Meu namorado sempre foi muito paciente e nunca me forçou a nada, ele tinha muito medo de me machucar e também não entendia o que estava acontecendo.No começo achamos que eu tinha algum problema físico, então comecei a minha jornada em médicos, no total foram 6, entre homens e mulheres. Passei por maus profissionais no começo, os quatro primeiros foram absurdamente inconvenientes, irônicos ou simplesmente não deram a mínima importância para o problema. Ouvi várias vezes a célebre frase: “É só relaxar, você não tem nada!”.Por dentro eu me sentia muito sozinha, sem experiência nenhuma, praticamente um E.T., isso mesmo, me achava uma anormal, daí começaram os problemas no namoro. Eu me tornei muito ciumenta, algo que já fazia parte da minha personalidade, mas que foi potencializado pelo vaginismo, uma vez que eu achava que todas as mulheres do mundo poderiam dar ao meu namorado o que eu não podia e que fatalmente, apesar de saber que ele me amava, chegaria uma hora que ele iria procurar em outra o que não tinha comigo. Não sei se isso aconteceu, mas não o culpo se algum dia fez ou pensou em fazer isso! Confio que não!O começo do fim do vaginismo foi no dia em que muito preocupada com minha saúde, resolvi marcar consulta em uma médica particular, já que nenhum atendimento do convênio havia resolvido meu problema. A médica foi indicada pela minha sogra, quando num ímpeto resolvi me abrir com alguém, como não tenho mãe, resolvi conversar com ela, mas não contei tudo, apenas disse que tinha dificuldades em realizar o tão temido exame de Papanicolau. No dia fui atendida com muita atenção e profissionalismo e finalmente ouvi pela primeira vez o termo vaginismo, além de conseguir realizar o exame!Acontece que nessa época meu namoro estava afundando, eu achei que fosse uma fase e que iria passar, mas não, ele realmente afundou, por várias razões, mas pra mim a mais forte era o vaginismo, um fantasma da nossa relação. Apesar das outras coisas serem normais, como a excitação e o orgasmo, o sexo nunca era completo! Foi daí que meu desejo tornou-se maior que o meu medo, pois apesar de ter o mesmo perfil que a maioria das vagínicas, como ter tido uma educação rígida, ser muito ansiosa etc, eu sempre soube que o meu maior inimigo nisso tudo era o medo de sentir dor!Então, finalmente com um diagnóstico médico eu pude pesquisar sobre o assunto e descobri que não era tão anormal assim, esse blog, principalmente, salvou minha vida. Descobri os exercícios e iniciei a terapia, em menos de quatro meses digo com a boca cheia que estou curada e que reconquistei o amor da minha vida, incrivelmente, não pela penetração em si, mas pela atitude diante dos meus limites. Eu também achei um dia que era impossível e Deus me deu forças pra provar a mim mesma o quanto o impossível não existe!"
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Rapidinho
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Voltei de novo!
sexta-feira, 25 de março de 2011
Post relâmpago
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
A história da Josi
"Oiii, tenho 27 anos, sou casada há 2 anos, mas namorei meu marido 8 anos. Depois de dois anos de namoro, iniciamos nossa vida sexual, falha lógico, pois nunca conseguimos penetração. Achávamos super estranho, não sabíamos o que era, porque só comigo que era assim, pq eu era tão diferente das outras mulheres, me achava inferior, discrente, triste!! Mas mesmo assim continuamos o namoro, acho até que ele me traía, pois precisava de sexo, mas continuamos entre idas e vindas. Eu sem saber pq era assim, o que era aquilo, chorava, queria sumir, até em morrer eu cheguei a pensar, era horrível aquela sensação, não gosto nem de lembrar!.Ficamos desse jeito anos e anos, chegamos a ficar 1 ano separados, tentei com outro parceiro e nada adiantou. Pensei em por um fim e não ter mais ninguém, mas acabamos voltando, eu e meu marido nos casamos, foi tudo lindo, mas na noite de núpcias nada, como sempre!!! Pensávamos que era peso na consciência pq não éramos casados, rs rs, mas mesmo depois do casamento nada mudou..Pronto, decidi procurar ajuda, logo, fui à ginecologista e ela descobriu depois de testes (sei lá) que eu tinha vaginismo. Ahhh, meu Deus, o que é isto?? Ninguém nunca tinha ouvido falar nisso, mas continuei com ela e nada aconteceu. Foi aí que ela me encaminhou para psicóloga, aí sim em dezembro de 2009, iniciei o tratamento, ai que benção de Deus! Fui persistente, sessões semanais e eu lá firme e forte. Tinha semanas que não queria ir, desanimada, desiludida... desmarcava e depois me arrependia. Mas na maioria das vezes eu estava lá. . Fiz tudo que ela me orientou, ela falou que eu começasse a conhecer o corpo do marido, acariciando-o através de massagens, ele só de cueca e eu de calcinha e sutiã, fizemos várias vezes no começo. Depois ela pediu que tomássemos banho juntos por algumas vezes. Fizemos também várias técnicas de relaxamento juntos e várias vezes fiz sozinha, foi muito importante e essencial para a dessenssibilização. Eu fazia tudo possível, toda semana, sem nem pensar em tentar penetrar..Depois de tudo isso, comecei a introduzir o dedo, mas sempre junto com os outros exercícios de relaxamento. Depois de meses, fui para dois dedos, depois três, ai que tortura! E ao mesmo tempo, que vitória a cada melhora! Depois comprei um pênis de material sintético e fui indo devagar e sempre. Às vezes entrava só um pouquinho e eu chorava de raiva, mas foi entrando cada vez mais e mais..Por incentivo da psicóloga, conheci blogs de mulheres com vaginismo e isso me ajudou mais ainda, amei o da Dani, foi o que mais me incentivou, peguei várias dicas dela, a dica da ''portinha'' eu fiz!.Fui melhorando a cada dia, me sentindo até mais bonita. O meu pênis de borracha me ajudou muito também. Em cada sessão era uma vitória! Daí em setembro, mais ou menos, consegui o pênis de mentira todinho, fiquei super feliz pois estava perto da cura total!!!.Durante a terapia sempre falamos dos meus bloqueios, mas não ficou claro se a psicóloga afinal descobriu o porquê do vaginismo na minha vida, ela não me falou, só disse que eu sentia nojo, medo e desconforto no sexo. Inclusive eu não conseguia fazer sexo oral no meu marido..Fui praticando, praticando, não com meu marido, pois não podia ainda. Quando foi no final de novembro, ela disse que eu podia tentar com meu marido só a pontinha. Mas no dia 9 de dezembro eu consegui tudo! Fiz sexo oral nele com camisinha, depois ele penetrou todoooooo o pênis dele em mim! Eu chorei nesse dia de alegria, pois não acreditava! Foi o dia mais emocionante da minha vida!!! . Espero ajudar vcs muito, pois vcs tbm irão conseguir!!! .Bjss.Josi"
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Novo ginecologista
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
História da Poly e do Miguel
"Sou casada há nove meses e domingo, dia 05/12, minha luta contra o vaginismo teve fim, graças à Deus! Só descobri que tinha quando me casei, pois meu esposo e eu nos casamos virgens.
Meu esposo me ajudou na cura do vaginismo. Fizemos o tratamento em casa, mas não foi fácil. Fui muitas vezes impaciente, com falta de fé e quase entrei em depressão. Tudo é muito difícil para a mulher que se vê impossibilitada de ser penetrada. Pelo fato desse assunto não ser muito comentado, de início achei que tinha algo grave que não tinha cura. Misturamos nossas emoções e ficamos desorientadas.
Mas Deus é aquele que nos dá força. Busquei respostas para minhas perguntas e as achei em blogs como este. Um dia em outubro deste ano, Deus me deu uma estratégia, já que meu esposo não quis ir atrás de médico, pois, na única vez que fui, a médica foi grossa e sarcástica. Então decidimos fazer os exercícios em casa.
Meu marido começou introduzindo um cotonete em minha vagina. Nossa foi muito difícil. Minhas pernas tremiam de medo. Porém com o passar do tempo fui me acalmando cada vez mais. Não fizemos os exercício todos os dias, pois ficávamos muito cansados pelo serviço e a faculdade. Então fizemos com dois cotonetes, um dedo, dois dedos e até que três dedos, durante a introdução do dedo eu me masturbava e tentava relaxar e contrair o músculo da MAP.
Escrevendo assim parece ter sido fácil, mas só Deus viu cada oração de súplica do meu esposo e eu antes de cada sessão. Quantas vezes chorei! Mas a cada dia nossa fé era acrescentada. No dia em que introdizimos os três dedos conseguimos a tão sonhada penetração pênis-vagina. Foi um milagre de Deus... como eu chorei... Não senti nenhuma dor... só ardeu um pouco para entrar....
Se não fosse Deus dar forças a meu esposo para me ajudar, eu não teria conseguido. Depois dessa dificuldade, muitas coisas melhoraram em meu casamento, pois, durante o período do tratamento não focamos só no sexo, mas também em outras áreas do casamento.
Só descobri e tomei coragem em fazer os exercícios em outubro, acho que no total foram 10 seções de exercícios e então Deus me curou...
Nós tudo podemos em Deus. O cordão de três dobras (meu esposo, eu e Deus) não se quebrou, pelo contrário, se fortaleceu.
Que Deus acrescente a fé de todas, pois esta é a chave da vitória.
Poly"
"Eu ajudei minha esposa a se curar do vaginismo. Fizemos o tratamento em casa. Não foi fácil, tanto para mim, quanto para ela. Errei muitas vezes, fui impaciente, apressado e com isso a magoei.
Tudo é muito difícil para o homem. O fato de sermos ignorantes quanto ao problema e nunca imaginarmos isso, nos dá um nó na mente. Misturamos nossas ações e ficamos desorientados a primeiro momento. Mas homens tomem cuidado! Se dediquem incondicionalmente a elas, se caso a ame de verdade. Pense na superação da parte dela para vencer isso e arrume forças para se superar também. Deus é um ótimo auxílio nessa hora, não caia no mesmo erro que eu!!! Aprenda com o meu erro e evite o seu!
Hoje, Deus nos deu a vitória! Estamos felizes. Dedicamos a Deus nosso sorriso de alegria. O cordão de três dobras não se quebrou, pelo contrário, se fortaleceu.
Deus te abençoe e ajude vocês!
Miguel"
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
A saga do creme vaginal!
sábado, 15 de janeiro de 2011
A história da Priscila
"Me chamo Priscila, tenho 22 anos, sou casada há 1 ano e descobri o vaginismo depois de mais ou menos 6 meses de casamento. Primeiro pensava que não conseguia a penetração por causa do hímen mas, pesquisando, encontrei os blogs da K., Amor Perfeito e da Dani e assim descobri o nome do problema:VAGINISMO.
Daí então comecei a pesquisar o tratamento, embora tenha descoberto que a terapia fazia parte dele optei por não fazê-la. Mas de certa forma, as meninas me ajudaram muito nessa parte, as três foram as minhas terapeutas!
A Dani me passou alguns exercícios, o primeiro objeto que consegui introduzir foi o cotonete, depois eu li no blog da Dani sobre os dilatadores coloridos e decidi comprá-los. Eles chegaram em junho e foram essenciais no meu tratamento.
O primeiro dilatador foi fácil, na verdade, até o terceiro foi mais tranquilo, os mais difíceis foram os maiores: o lilás, o rosa e o último, o azul. Não me lembro ao certo quanto tempo demorei com cada um deles, mas do rosa para o azul levou mais tempo que os outros, pois o último parecia impossível. Eu tentei o azul por três vezes e nada, mas insisti até conseguir. Este foi muito dolorido da primeira vez, e também das outras, pois ardia bastante, mas consegui colocar quase todo, só faltou o equivalente a largura de um dedo.
Mesmo não conseguindo introduzir o azul 100%, tentei com o de verdade e, para minha surpresa e alegria, nós conseguimos em outubro, ou seja, demorou 4 meses depois que recebi os dilatadores! E foi maravilhosa a sensação de vitória, depois de tantas lágrimas, sentimento de inferioridade, solidão, insegurança, vergonha por não ser "normal"... mas é possível vencer o medo e a ansiedade, esses foram meus maiores obstáculos. É claro que também é preciso vencer o desânimo, pois é difícil fazer os exercícios todos os dias e ainda lidar com conflitos que surgem em nossa cabeça, com relação ao marido e etc.
Espero que esse depoimento incentive tantas outras que ainda estão na caminhada em busca da cura, não desanimem, se esforcem, pois a recompensa só vem para os que não param no meio do caminho, mas continuam até alcançar o prêmio, e este é conquistado um pouquinho por dia, sem pressa mas com muito esforço e dedicação.
Beijos e que Deus abençoe a todas!"
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Mais exames
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
A história da Elis
"Há quase dois meses deixei de ser vagínica. Sempre que lembro desse período da minha vida, lembro do blog e acabo dando uma olhada. Dessa vez, lembrei dos sentimentos, sensações de cada momento desse período, de cada momento de desespero, quando se acha que nunca vai ter uma vida normal....e resolvi escrever pra contar minha história.
Durante quatro anos namorei à distância. Era o amor da minha vida, eu era complemente apaixonada, mas não conseguia ter penetração. Eu tinha 22 anos quando nos encontramos pela primeira vez, era virgem. Eu sentia muita dor ao tentar a penetração e minha pernas tremiam. Apos as tentativas, eu ficava muito triste, decepcionada comigo mesmo, mas eu o amava muito e o simples fato de tê-lo ao meu lado já era suficiente e estava feliz. Não importava se conseguia ou não ter uma relação completa.
Nos momentos de desespero, milhares de pensamentos tentavam explicar o que acontecia entre nós: achava que eu não o amava, que não havia química entre nós, e cheguei a achar que eu gostava de mulher. Conseguimos penetração duas vezes, mas pra mim foi apenas mecânico, não tive prazer. Depois disso, ele terminou comigo, até hoje não sei quanto que o vaginismo influenciou no fim do namoro.
Depois de todo sofrimento com o término do namoro, eu conheci uma outra pessoa. Na verdade, era pura carência, não chegamos nem a nos conhecer direito. Talvez queria apenas testar se com outro homem conseguiria. Pensei: agora vou conseguir!! Pura ilusão. Tentamos várias vezes e nada. Fiquei com muita vergonha, a final não tínhamos tanta intimidade e não nos vimos mais.
Tempos depois, conheci uma pessoa que tive uma verdadeira atração fatal. Tínhamos arrepios quando encostávamos no outro. Excitávamos só de olhar. Apesar de todo o envolvimento eu travei uma, duas, três vezes com ele. Não entendia o que acontecia comigo. Havia envolvimento, tesão... tudo! Eu não entendia do que se tratava.
Foi numa busca pela internet que descobri o meu problema: vaginismo. Entrei em contato com um psico. Ele respondeu no dia seguinte. Comecei o tratamento. Com o tratamento percebi o quanto a minha educação conservadora me prejudicou, que meus medos de dirigir e nadar estavam todos ligados...enfim. O tratamento foi muito difícil. Como viajo muito a trabalho, tive muitoooos retrocessos. Se um dia conseguia penetrar a próteses toda, com uma semana sem exercícios eu tinha que voltar tudo novamente. Achava que perdia muito tempo em certos exercícios, que tava só gastando dinheiro, por muita vezes eu pensei em desistir do tratamento e aceitar a vida sem sexo... foi um sofrimento.
Como não tinha namorado e nem tinha coragem de procurar com esse problema, não havia estímulo. Sempre pensava: com próteses eu consigo e com um verdadeiro? Será que conseguirei?? Um dia conheci uma pessoa, ainda durante o tratamento. Eu o enrolei durante 3 meses, não queria perdê-lo também. Até que um dia percebi que já estava o perdendo, e resolvi fazer mais uma tentativa. Estávamos muito envolvidos. Ao final de quatro meses de tratamento, mesmo com todas as interrupções, eu consegui!! Foi como se nunca tivesse tido nada. Penetração total!!
Não temos uma relação estável. Ainda não me sinto preparada pra namorar novamente, mas há quase dois meses estamos “juntos”. Aprendendo muito.... :)) As vezes com medo, mas muito feliz por ter superado tudo isso. Algum botãozinho aqui foi ligado e desde então não tive mais problemas. O psico falou que meu caso era bem leve e por isso foi fácil tratar. Sem contar com as vezes que entrei em contato com a Dani, o que me ajudou bastante também.
Espero sinceramente que todas vocês possam superar essa fase da vida, que tenham paciência e persistência que a cura virá. Meu psicólogo falou até que apenas 5% das mulheres que entram em tratamento não são curadas, isso porque desistem de continuar os exercícios.
Depende de vocês. Permitam-se."
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Ano novo, vida nova!!
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Papanicolau - UPDATED
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
História da Daniela
"Tenho 28 anos, sou casada há 9 anos e por 8 anos sofri com o vaginismo. Por muitas vezes chorei, me senti humilhada, rebaixada, diminuída, praticamente vi a minha autoestima voar para bem longe de mim. Na verdade tentei muitos tratamentos psicológicos que pelo despreparo dos profissionais sempre foram falhos... eu me negava a acreditar que tinha problemas na "cabeça", pois amo meu marido, e nunca tive pudores ou qualquer tipo de culpa (o que os terapeutas tentam te empurrar), porém como durante muito tempo nossas relações eram sem penetração, o que me deixava infantilizada, não me sentia uma mulher e com isso o pânico de perder meu amado se enraizava nos meus pensamentos. Poxa vida, por muito tempo eu tentei e nada, tudo começava bem, com carinho, tesão e eu achava que dessa vez ia dar certo, porém bastava eu me dar conta de que estava no momento da penetração que meu corpo se fechava como se gritasse um sonoro NÃO ao meu marido. Muito triste, muito triste, muito constrangedor, eu queria morrer!Mas não foi sempre assim, nós tínhamos uma vida sexual muito boa, porém após uma infecção urinária a qual me levou ao hospital, minha mente associou a dor da infecção ao ato sexual. Na época eu não entendia, mas hoje sei que existe um mecanismo de adaptação na relação pênis x vagina onde a fricção pode gerar um desconforto na cavidade vaginal propiciando a infecção urinária, conforme explicou minha nefrologista. No meu caso tudo se resolve tomando, ao final de cada relação com penetração, um comprimido que protege a bexiga das possíveis bactérias. Não é o máximo??? Mas até eu descobrir...Eu já não sabia mais o que fazer, as sessões de hipnose com a psicóloga não davam resultado e o meu ginecologista dá época afirmava que eu não tinha vaginismo, porque o pré-cancer eu fazia (sim fazia, mas doía muito). Foi então que eu disse para a minha psicóloga que iria procurar um cirurgião plástico para ver se tinha como cortar algo fora (hoje me mato rindo desse dia, imagina só o que eu estava prestes a fazer). Cheguei em casa e fui buscar informações sobre vaginismo (o que eu já havia feito há muitos anos antes) e me deparei com os relatos do blog da Dani e sobre os dilatadores e fiquei muito motivada a tentar. No dia 12 de agosto desse ano, eu escrevi para a Dani que me orientou a comprar os dilatadores e assumir a frente dessa batalha. Meu marido deu o maior apoio. Encomendei os dilatadores por um site que compra direto dos EUA, paguei uns R$400,00, mas valem cada centavo.Chegaram em menos de 15 dias e logo os inaugurei, comecei bem lentamente, o primeiro tamanho era como colocar o meu dedo mindinho, não tive resistência, claro que senti um leve ardor, mas quanto mais eu o introduzia e o movimentava, mais fácil era e assim foi com os demais tamanhos, eu ficava aproximadamente uma semana com cada tamanho e depois partia para o próximo. Faço os exercícios umas 3x por semana após o banho e com muito lubrificante. Parei no quinto tamanho, pois logo tentei a penetração com o meu marido e aos poucos foi dando certo. Ainda não estou 100%, mas uns 85% (risos).Espero que meu relato sirva para que quem, momentaneamente, está com VAGINISMO siga em frente, lute e não tenha medo, a dor é suportável quando acreditamos que vai dar certo. Sei que meu caso é mais fácil por ser um vaginismo de segundo grau, mas eu teria a mesma garra se fosse um de primeiro grau. É muito bom fazer amor com o marido e não sentir dor....isso existe....acredite!!!Sejam sinceras com seus amados para que eles lhe deem total apoio e suporte, se isso não ocorrer, ou se o retorno for apenas cobrança e indiretas maldosas, sugiro rever seu apego a este amado, pois seu maior apego deve ser a VOCÊ mesma. Se ame mais que tudo e acredite nos dilatadores, pois na falta de marido eles estarão lá.Um super abraço e espero ter ajudado.Dani"
Espero que sirva pra incentivar ainda mais vocês!
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Bjs a todas! Volto logo!

